terça-feira, 25 de julho de 2006

Uso e abuso de recursos informáticos

O problema começou com a generalização da micro-informática nos anos 80 mas agravou-se enormemente com o aparecimento da Internet, o email e os sites web. Todos conhecemos demasiados casos de pessoas que passam o dia agarradas ao computador pessoal no seu posto de trabalho mas, estranhamente, o trabalho não aparece feito. ;-)

Estes abusos têm duas facetas negativas: por um lado o trabalhador está a ganhar o seu salário enquanto está em actividades claramente pessoais e não produtivas e por outro, está a aproveitar-se indevidamente de recursos que lhe foram confiados para outros fins. Em todo o caso está claramente a prejudicar a empresa, os clientes e os colegas.

Por causa disso os responsáveis pela informática das empresas vêem-se confrontados com a necessidade de monitorizar o uso dos recursos, o que é especialmente complexo nos ambientes tecnológicos actuais.

Curiosamente "passou-me à frente" um artigo sobre estas questões (url mais abaixo) que apresentava umas estatísticas sobre o que fazem as empresas americanas sobre esta questão:
  • 75% das empresas monitorizam o acesso a sites web
  • a grande maioria deste grupo usam filtros para bloquear sites não produtivos
  • mais de 50% analizam e arquivam o email dos funcionários
  • cerca de 30% registam as sequências de teclas no PC
  • mais de 80% avisam os seus funcionários destas práticas de monitorização
Hoje em dia, esta questão, já de si muito delicada, é agravada pelo facto de cada vez mais instituições disponibilizarem sites web para que o cidadão trate dos seus assuntos. Dever-se-á impedir que um utilizador aceda ao seu homebanking? Ou ao site das Finanças para ver como está o seu IRS? Será contraprodutivo estar ligado à família por Instant Messaging?

Parece que o mais importante é garantir um bom equilíbrio entre privacidade e monitorização, sempre de olho na produtividade e na ética, de modo a que todos possam ficar contentes. Todos, excepto os abusadores, claro.

Entretanto, quem quiser saber mais sobre isto pode consultar:

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Segurança nas Mensagens Instantâneas

Como sabem, os sistemas de mensagens instantâneas do tipo MSN Messenger, ICQ, gaim, etc. comunicam em texto simples, vulgo "clear text".
Independentemente do conteúdo da maior parte das mensagens ser inócuo, não é agradável saber que podem ser lidas sem nossa autorização.

Não conheço muitas mais soluções, mas existe uma aplicação, o Simp Lite, para cifrar as mensagens que enviamos e recebemos, desde que instalada em ambos os clientes. Mantém-se o problema de as nossas credênciais viajarem na internet em texto simples, mas ao menos as mensagens não são completamente abertas.

Curioso não é?