quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Software Factories

Há muitos que consideram que o ciclo de desenvolvimento e manutenção de software, está demasiado complexo e dispendioso, sendo necessário algo mais do que modelos, patterns e metodologias mais ou menos menos ágeis.

Algo também recentemente abordado neste fórum sobre a complexidade do J2EE e que o CASE/RAD tentou resolver a partir dos anos 80 mas sem sucesso.

A Microsoft já tinha feito em 2004 um pouco de luz sobre a coisa, com a publicação do livro Software Factories e artigos, assunto que tem não só sido debatido e desenvolvido em alguns sites da Microsoft mas também em outros, mais, e mais, basta uma pesquisa no Google, ou similar, ou ver na Wikipedia, para nos apercebermos que a discussão mal ainda começou.

As DSL - Domain-Specific Language fazem lembrar a construção de compiladores, mas mais simples, tudo (ou quase) construção modelar gráfica e com geração de código a 100% (ou quase).

Trata-se de um assunto controverso, mesmo problemático, e nem todos vão chegar a um acordo (o que é normal, e soluções diversas é melhor do que nenhuma solução), mas este mês o jornal de arquitecturas (da Microsoft) é dedicado inteiramente às Software Factories, vale a pena ! a edição online não tem todos os artigos disponíveis (as edições anteriores estão lá na integra), mas a versão integral é gratuita e só têm de fazer um registo para terem acesso ao PDF respectivo, em várias línguas, e podem pedir também uma edição (gratuita) em papel.

Mas nada como ver estas coisas na prática, porque de falar já andamos todos um pouco cansados, vamos lá experimentar, têm uma Software Factory disponível em máquina virtual aqui. Que tal ?

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Na vida há três coisas seguras: a morte, os impostos e os computadores que perdem os dados

Deve ser por influência da onda mística do milénio. A malta parece acreditar que as tecnologias de informação são qualquer coisa de mágico. Mas, de facto, trata-se apenas de máquinas construídas por engenheiros muito espertos. :-)

Em todos os ramos de engenharia sabe-se uma coisa fundamental: as máquinas avariam sempre. Mais tarde ou mais cedo. Mas sempre. Nunca falha.

Se calhar, os computadores deviam ser vendidos com uma banda semelhante aos maços de tabaco, a dizer: "ESTE COMPUTADOR VAI PERDER OS DADOS QUE LÁ ESTÃO REGISTADOS E NÃO HÁ NADA QUE O POSSA IMPEDIR".

Portanto façam backups. Tenham computadores de reserva. Preparem-se, porque a avaria vem aí. Só não sabemos quando. A crer na sabedoria popular e nas leis de Murphy, será na altura em que o computador faz mais falta.

Vem isto a propósito de quê? É que uma organização nossa conhecida teve ontem um percalço absolutamente desnecessário: têm a base de dados corrompida por uma provável falha no hardware e o último backup é de há 3 semanas atrás. Para cúmulo, há seis meses atrás, o servidor já tinha avisado que o disco se estava a queixar de uma provável falha e que devia ser substituído.

É uma pena que ainda haja quem pense que a informática é milagreira. Não é.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

"Número de desempregados licenciados quadruplicou"

Há uns dias apareceu esta notícia por aí. A frase não conta a verdadeira história, e é alarmista. De facto, não nos diz uma coisa fundamental: quanto tempo levou a dar-se este aumento. Também não nos podemos esquecer que o desemprego de licenciados tende a aumentar no final dos anos lectivos. Mas isso são pormenores de somenos importância, para quem está essencialmente preocupado com aumentar as audiências ou tiragens, mesmo que seja à custa de desinformação ou alarmismos desnecessários.

Enfim, a notícia está exagerada. O que não quer dizer que seja falsa e que o problema não exista. Há, realmente, um número cada vez maior de licenciados à procura de trabalho. E o que fazer em relação a isto? O fundamental, parece-me, é que as licenciaturas têm que dar algo mais que o canudo ao fim dos anos de estudo. Vejamos o caso da informática...

Ao longo dos últimos anos tenho estado frequentemente envolvido em processos de contratação de colaboradores para o desenvolvimento de sistemas de informação, que é a actividade principal da nossa empresa. E o que me é dado a observar é que há cada vez mais gente a ostentar orgulhosamente uma licenciatura num qualquer tipo de informática. Infelizmente quando, durante as entrevistas, se procura avaliar a capacidade técnica dos tais licenciados, chega-se à conclusão que uma boa parte deles andou a ser enganado e a licenciatura não os torna minimamente qualificados para a profissão. De facto, uma confrangedora percentagem destes licenciados não têm mais capacidade do que aquela que lhes permite andar pelas empresas a instalar PC's, configurar impressoras e pouco mais. Ora isto dificilmente lhes permitirá arranjar trabalho...

O meu conselho aos actuais estudantes de informática é o seguinte: avaliem o vosso curso logo que possível - se está a ser fácil, desconfiem!

A informática não é fácil. É complexa, dinâmica e muito trabalhosa. Se a vossa licenciatura não corresponde a esta imagem, o melhor mesmo é mudarem de escola ou de curso. Ou isso ou arriscam-se a engrossar as estatísticas dos licenciados desempregados.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

SIMPLEX 2007: Uma oportunidade a não perder

O tão falado programa SIMPLEX vai ter uma versão 2007. A versão corrente foi algo criticada, como não podia deixar de ser. A versão 2007 está actualmente em consulta pública no site da Unidade de Coordenação da Modernização Administrativa.

Sendo que as Tecnologias de Informação são um pilar fundamental de qualquer modernização das organizações, sugiro a todos os leitores que dêem uma olhadela pelo programa, gastem um bocadinho de tempo a pensar nele e, se lhes ocorrer, façam sugestões.