quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Qualificações vs. Competências

A notícia do dia é que os rapazes e raparigas portugueses com 15 anos eram, em 2006, uns grandes ignorantes. Isto não tem qualquer sentido pejorativo. É um facto cientificamente comprovado pela OCDE.




A verdade é que os nossos estudantes passam mais ou menos os mesmos anos na escola que os outros. E, ao fim de 15 anos são licenciados como os outros. Mas o problema é que sabem menos.

Toda a gente sabe que um "canudo", por si só, não serve de muito. Não se vai ao supermercado comprar arroz e legumes com um diploma universitário. As meninas da caixa, seguindo inteligentes instruções dos seus superiores hierárquicos, só aceitam dinheiro. E o dinheiro ganha-se quando se tem valor.

Estudantes: não será altura de irem para as ruas reclamar competências em vez de "canudos"? Mas, se forem, não faltem às aulas. Elas já são tão pouco eficientes...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Obstáculos à internacionalização das TI nacionais: a RTPi

Todos temos uma vaga ideia de que há diversos obstáculos à internacionalização das empresas portuguesas. É fácil pensarmos nalguns: a nossa posição geográfica periférica; os custos de transportes e telecomunicações; a deficiente formação em inglês e outras línguas importantes; a fraca competitividade dos produtos e serviços; etc..

Mas há outro factor negativo que é frequentemente ignorado e que é preciso denunciar: a RTP Internacional.

Vejamos: um americano vem à Europa e em qualquer hotel tem a CNN, a Bloomberg, a NBC. Um alemão, um francês ou um inglês saem do seu país mas estão sempre em contacto com ele através dos canais sintonizados em qualquer hotel decente. E o português que vai lá fora em trabalho tem a RTPi. Mas será que é comparável?

Sim, a RTPi é comparável a outras grandes estações de televisão internacionais. Só que não sai muito bem da comparação.

Outro dia tive que ir a Bruxelas e quando cheguei ao quarto do hotel fiz o que faço habitualmente: um zapping rápido para ver o que havia na televisão. Como estava na Bélgica havia vários canais locais. Adicionalmente havia canais franceses, alemães, holandeses e, claro, os do costume: CNN, BBC, etc..

Surpreendentemente também tinham a RTP Internacional. Desde que, há uns anos, exportámos o nosso Primeiro Ministro da altura para lá, os belgas passaram a ter-nos mais respeitinho. Deve ser essa a explicação... :-)

Pensei logo em matar saudades do país. Sim, porque um português tem sempre saudades, mesmo que só tenha saído há umas horas e regresse logo dois dias depois. Infelizmente, aquilo que os responsáveis daquela estação tinham reservado para mim era nada mais nada menos que um abominável documentário sobre botânica, que incrivelmente, passou despercebido aos Tesourinhos Deprimentes dos Gato Fedorento. Nem uma novela, nem um telejornal, nem um filme com diálogos abafados, nem um programa sobre a bola. Simplesmente um tipo chato a falar de árvores aborrecidas com um entusiasmo no mínimo estranho.

Dá cabo da moral a qualquer um!





Ó senhores da RTPi! Já basta o pessoal andar longe de casa e ainda ter que aturar estas xaropadas?

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Linux Media Center Edition


O "Linux Media Center Edition" é uma versão de Linux para correr em sistemas ligados a uma televisão e concorre directamente com o Windows Media Center.

Pode ser controlado apenas com um controlo remoto com sensibilidade ao movimento (à semelhança da Nintendo Wii).

Não percam a demo em vídeo:



O Linux MCE é baseado na distribuição Ubuntu (Kubuntu, mais específicamente, a versão com KDE) e pode ser descarregado gratuitamente da net, em linuxmce.com.

Aqui está uma excelente oportunidade de negócio para quem quer entrar no mercado dos "media centres"!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

The OpenDocument Foundation, Inc. is closed.

Hoje, como habitualmente faço, abri o Slashdot.org e dou com esta notícia.

The OpenDocument Foundation, Inc. is closed.

Fiquei surpreendido, porque foi para mim inesperado. Principalmente, porque até hoje achava que o OpenDocument seria o formato standard para documentos de Office num futuro próximo. Criando uma alternativa gratuita ao monopólio do Office da Microsoft. No entanto, fechou.

Pelo que percebi, no artigo referenciado pela Slash, houve uma liderança da Sun na definição do formato que não foi consensual. Fazendo com que essa liderança fosse fraca. Pelos vistos hoje foi "decretado" o fecho do consenso.

Que quer isto dizer para o comum dos mortais? Para já parece-me evidente que a Sun está a lançar o OpenOffice como uma alternativa ao MS-Office. Isto é existem no mercado duas aplicações de Office que suportam formatos incompatíveis entre si. Está-se mesmo a ver que o esforço para uniformizar esse formato fracassou. Isto faz-me recordar a guerra dos formatos html suportado pelos diversos browsers. Que demorou demasiado tempo a se perceber que apenas atrasou algo que seria inevitável.

A nós comuns mortais, dá-nos imenso jeito ter um standard de formatos de documentos por forma termos liberdade de escolha quanto ao Office que resolvermos utilizar. Assim este revés apenas vai atrasar algo penso que será inevitável.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Página 161, 5ª frase

O Pedro Ferreira, nosso colega do Bitites, exímio matemático ao serviço do grande capital na Cidade das Luzes e prolífico blogger daqui e dali, arrastou-me para a "cadeia da quinta frase da página cento e sessenta e um".

Trata-se de uma coisa parecida com as chain letters, mas sem a ameaça de azar ou castigo divino. Confesso que fui tentar descobrir a origem, mas não consegui. Se alguém souber quem foi o "idiota" avise.

Alinho.

Segundo apanhei por aí numa pesquisa rápida, as regras são estas:
1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) Abra-o na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.


Começando pelo princípio, pego no livro "Designing Interfaces" que tenho aqui ao meu lado e procuro a tal 5ª frase na página 161.

Descubro que se trata do segundo parágrafo do capítulo "Showing Complex Data: Trees, Tables and other Information Graphics". E passo a citar:
"These graphics are my favorite kinds of interfaces"
Pois. Eu também gosto de uma boa árvore ou uma tabelita de dados inteligente. Componentes espertos e rápidos. Com tempo de resposta da ordem dos milisegundos, mesmo quando lidam com milhares de objectos... Que saudades do VB e do Swing! Já não se fazem interfaces assim! :-P

E agora na parte incómoda da coisa, tenho que nomear mais cinco blogueiros. Aqui vão: Paulo Vilela, António Tavares, Hugo Pinto, Ruben Badaró, e o irreverente Ludwig Krippahl. Foram os que me ocorreram, assim de repente. Tenham lá paciência. Se não quiserem alinhar só pelo espírito da coisa, lembrem-se que os links fazem subir o PageRank! ;-)

Problemas no Help Desk da Informática

The IT Crowd, a série do Channel Four, põe o dedo em mais uma ferida: a falta de capacidade de comunicação e empatia que muitas vezes se encontra no pessoal das TI.

No vídeo que se segue, dois técnicos com duas abordagens diferentes: um grita com os utilizadores que não sabem lidar com a tecnologia; o outro perde-se em monólogos inúteis cheios de conceitos que só para ele são interessantes.

Vale a pena ver como não se faz.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O meu computador preferido


Estava em falta neste blogue, já há um tempos, uma devida homenagem à Apple, que fez o desktop mais prático e elegante de todos até agora: o iMac.

Comparem-no com o trambolho que têm em cima da secretária e digam lá se não preferiam ter um destes?

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Dez sinais que indicam que não estás talhado para o desenvolvimento de software

Justin James, um blogger da TechRepublic, escreveu um artigo muito engraçado sobre as pessoas que dizem que querem fazer desenvolvimento de software mas na realidade andam enganadas. Ou andam a tentar enganar os outros.

Diz ele:
"Os programadores ganham bem. Vestem roupa informal durante toda a semana. Qualquer um pode aprender sozinho a programar. Estas são apenas algumas das razões porque as pessoas dizem que querem ter um trabalho em desenvolvimento de software. Infelizmente, o mercado de trabalho está cheio de pessoas inteligentes que até têm conhecimentos, mas que não possuem a atitude ou a personalidade certas para se tornarem bons programadores."
Por cá, infelizmente, há um número cada vez menor de pessoas que afirmam querer programar (ver "Quando for grande quero ser chefe de projecto"). E a verdade é que os programadores não ganham assim tão bem como isso, apesar de serem cada vez mais necessários com o aumento de complexidade dos sistemas.

Mas o resto do artigo é interessante também. Vale a pena ler. Para os preguiçosos, fica aqui a lista dos dez sinais:
  1. Não gostas de aprender por ti, preferes ser ensinado
  2. Gostas de trabalhar horas certas
  3. Preferes um emprego certo com aumentos de salário regulares, a procurar novos projectos e gerir a tua carreira
  4. Não te dás bem com as outras pessoas da equipa
  5. Não sabes lidar com problemas e a frustração que causam
  6. Não gostas de críticas, e as tuas ideias são sempre as melhores
  7. Não queres entrar em detalhes
  8. Não tens orgulho no que fazes
  9. Atiras-te ao trabalho sem pensar
  10. Não gostas de geeks
Conhecem alguém assim? ;-)

O artigo completo pode ser encontrado no site da TechRepublic

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Casas "inteligentes"

Estive recentemente numa festa de anos onde "apanhei" uma conversa acerca de "casas inteligentes".

Como gosto destas coisas fiquei com algumas dicas para abordar o tema:
  • O X10 é um protocolo para esquecer, apesar de haver grandes empresas a "vendê-lo" aos consumidores. Não é fiável. Dá muitos problemas.
  • O que "está a dar" é o EIB - European Instalation Bus
  • A esmagadora maioria dos dispositivos são controlados com em On/Off, ou seja : Ligar ou desligar a tensão nas tomadas.
  • O mais fiável e prático é ter uma rede em estrela até cada tomada e interruptor e depois ligar os pares de fios a um controlador central
O X10 é um protocolo que utiliza as linhas eléctricas para comunicar com os dispositivos controlados. Desta forma para ligar ou desligar uma tomada controlada por X10 não é preciso mais do que a ligação dos fios eléctricos tal como numa tomada normal. Apesar da falta de fiabilidade existem muitos dispositivos baratos que podem ser controlados com o X10

O EIB, apesar de ser uma norma europeia convergiu com outras implementações proprietárias e deu origem ao KNX que foi estandardizado em normas europeias e ISO.

É uma implementação do modelo OSI das redes de computadores e pode funcionar sobre vários meios de comunicação físicos (par entrançado, ethernet, rede powerline, rádio ou infravermelhos).

A ideia é qualquer dispositivo KNX poder ser ligado a uma rede que suporte o standard.
Os dispositivos estão descritos em categorias que definem se pode ser instalado directamente pelo consumidor ou se terá de o ser por um técnico especializado. Todos os grandes fabricantes de material eléctrico como a Siemens comercializam dispositivos KNX.

O controlo dos dispositivos pode ser efectuado por micro controladores especializados, por um simples PC com software específico ou até funcionar em modo autónomo após programação inicial.

Decididamente é algo com que mais dia menos dia hei-de começar a brincar. Imaginem esta tecnologia associada a um sun spot. Não descobri nada, mas era interessante.

domingo, 28 de outubro de 2007

Olá mundo


O programa "olá mundo" ganhou notoriedade no livro conhecido como Kerningham & Richie (cujo nome se deve à autoria de Brian Kernigham e Dennis Ritchie).

É um livro notável na forma como consegue explicar de forma simples e em poucas páginas como programar com a linguagem C.

O primeiro exemplo apresentado é um programa cujo comportamento consiste em enviar para o ecrã a mensagem "Hello world".

É digno de reparo a forma como este pequeno programa de 4 linhas se tornou tão conhecido. De tal forma que é muito frequentemente usado nas primeiras aulas de ensino de linguagens de programação.

Ao navegar na internet "tropecei" num site onde se apresentam implementações deste programa nas mais diversas linguagens de programação. Deixei-me levar e descobri que este é um divertimento de muita gente e disponível em vários locais. Fica a curiosidade e alguns links:

sábado, 27 de outubro de 2007

Google mail com IMAP

A Google voltou a surpreender-nos oferecendo acesso ao correio electrónico do seu serviço gmail através do protocolo IMAP .

Até aqui, para aceder às mensagens do gmail poderia usar-se o interface web (que se vê no navegador da internet) disponibilizado pela Google ou usar o protocolo POP para descarregar as mensagens para programas cliente (programas instalados no computador local para leitura das mensagens).

O protocolo IMAP difere do POP porque mantém as mensagens no servidor permitindo aos programas cliente (thunderbird, outlook, evolution ou outros) sincronizarem as mensagens e pastas com o existente no servidor.

A principal vantagem desta abordagem é a possibilidade de usar todo o nosso activo de email (devidamente organizado) a partir de diferentes aparelhos (computador, telemóvel, etc) ou aceder à mesma realidade de mensagens a partir de locais diferentes como o computador do trabalho ou de casa.

Desta forma, por exemplo, se criarmos uma pasta no thunderbird do trabalho ela é guardada no servidor e, ao chegar a casa, poderemos usar o evolution no linux sendo-nos apresentada a nova pasta e o seu conteúdo. O mesmo se passa com uma mensagem recebida, que desta forma pode ser acedida a partir tanto do computador de casa como do trabalho mesmo com diferentes programas cliente.

Quando era usado apenas o protocolo POP, as mensagens já podiam ser mantidas no servidor e descarregadas para o programa cliente. A diferença é que o seu estado era apenas modificado no programa cliente. Por exemplo, quando uma mensagem era marcada como lida no computador de casa, tal modificação não se reflectia no computador do trabalho.

A Google é a primeira das empresas que oferece correio electrónico gratuito a dar este passo. É surpreendente porque esta abordagem apesar de ser excelente para os utilizadores é muito mais onerosa em termos de espaço em disco e largura de banda necessária. Acresce que a Google não irá cobrar pela disponibilidade deste serviço.

A possibilidade de utilização do IMAP está aos poucos a ser automaticamente activada nas contas de correio actuais. Aquelas que ainda não o permitem terão de se aguardar alguns dias. Para verificar deve clicar em "settings" (configurações quando em português) e ser-lhe-á apresentado algo semelhante ao ecrã que se segue (com o IMAP referido) :


Para saber como activar e usar esta funcionalidade a Google disponibilizou uma página de ajuda a que pode aceder aqui .

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Lotus Symphony - Nem a IBM usa



Uma das curiosidades do IOD em Las Vegas foi perceber até que ponto dentro da IBM se usa ou não a teoria do "Eat you own dog food".

A conclusão foi de que não o fazem. Seria de esperar que tendo lançado o Lotus Symphony, os técnicos da IBM o utilizassem como ferramenta nas suas apresentações.
Mas não. Usam powerpoint e as apresentações são depois distribuídas neste formato !. Nem sequer usam o open office e o formato que eles próprios ajudaram a standardizar na ISO.

Quando a IBM anunciou o seu envolvimento no open office eu aplaudi. Acho que é o caminho para se conseguir que não exista um monopólio neste tipo de aplicações. Ainda por cima sem a necessidade de envolvimento dos governos, mas sim com ajustamento do próprio mercado.

O Lotus symphony é baseado no open office e por isso pensei logo em experimentar. Fiz o download e ao experimentar fiquei decepcionado. Fui ler na internet e percebi. É que e baseado numa versão 1.x do open office.
Ora o grande salto de funcionalidade foi para a versão 2.

Teria talvez sido melhor atrasar o lançamento e fazê-lo já com o symphony baseado na versão 2 do open office. É que desta forma perdem todo o impacto do lançamento efectuado criando uma enorme decepção.

Software para gestão de projectos: OpenProj


OpenProj é uma alternativa livre, de código aberto, para quem precisa de fazer gestão de projectos.

Este software teve mais de 100.000 downloads logo no primeiro mês de disponibilização embora se trate apenas de uma versão beta.

Tem também a vantagem de estar escrito em Java, o que permite que seja usado em diversos sistemas operativos como Linux, Unix, Mac ou mesmo Windows. ;-)

Está disponível para download a partir do site do Sourceforge.

Nota em Outubro de 2008: Infelizmente a Projity decidiu que na nova versão algumas features passavam a estar disponíveis apenas na versão comercial, pelo que desisti de usar este software e agora estou a usar o Gantt Project, que também está bastante bom nesta altura

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Ultrapassando a censura na Internet

Ron Deibert é Professor de Ciências Políticas na Universidade de Toronto e acabou de publicar um documento chamado "Ultrapassando a censura na Internet - Guia para cidadãos do mundo inteiro".


Na introdução do guia, ele explica as razões que o levaram a fazer este trabalho:
"Embora se tenha assumido desde o princípio que os estados não poderiam controlar as comunicações feitas pela Internet, pesquisa realizada pela iniciativa OpenNet indica que mais de 25 países praticam actualmente censura sobre a Internet. Os que têm políticas de filtragem mais agressivas bloqueiam rotineiramente o acesso a organizações de direitos humanos, notícias, blogs e serviços web que considerem de algum modo ameaçadores ou indesejáveis. [...] Este guia pretende ser uma introdução às tecnologias que permitem ultrapassar os filtros de censura e é destinado a para utilizadores não-técnicos [...]."
Ao referir os países que praticam censura, o autor destaca a China, o Irão e até os EUA (numa escala diferente, apesar de tudo).

O guia está disponível online, no site do Citizen Lab.

IDS Developer Edition




Finalmente vai existir uma versão do Informix Dynamic Server para download sem custos.

O objectivo é possibilitar aos developers uma versão com a qual podem desenvolver sem ter de adquirir as licenças.

A IBM com este passo pretende que mais software seja desenvolvido por forma a conseguir aumentar a penetração do seu produto.

Estará brevemente disponível para download no site do IIUG.

Claro que não haverá suporte para esta versão (para além dos forums do IIUG) e terá as seguintes limitações:
  • Máximo de 20 conexões simultâneas
  • Apenas 1 CPU VP
  • Máximo 1 GB de memória
  • O tamanho de uma base de dados não poderá exceder os 8GB
O espírito é a sua utilização apenas para formação e desenvolvimento, mas nota-se um certo receio de que seja utilizada em ambientes de produção. No fundo o problema é o mesmo do que a utilização de cópias ilegais. Só por dizer que os prevaricadores em vez de irem ao "pirate bay" buscar os torrents fazem o download directo e sem restrições.

Informix no Mac




A IBM está a trabalhar no port do Informix Dynamic Server para o Macintosh.
Vai existir uma versão free download no IIUG nos próximos meses.

Se para muitos utilizadores da área da educação e de áreas ligadas à publicidade o Mac tem estado a conhecer um enorme incremento no mundo do software comercial o suporte era ainda reduzido.

Mas com a disponibilidade actual de tanto software comercial até aqui presente apenas em LUW (Linux Unix Windows), o Mac começa a ser um "full player" e não apenas um nicho.

A competição e diversidade é sempre bem vinda.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

IBM common client





A IBM tem vários motores de bases de dados. Os mais conhecidos são o DB2 e o Informix.
Para lhes aceder tinha, até aqui, de manter diferentes produtos de conectividade. Por exemplo o Informix tinha um driver de JDBC e o DB2 outro. A mesma coisa para PHP e .NET.
Claro que grande parte da lógica é igual e viram aqui uma forma de poupar umas massas em desenvolvimento e suporte. Para tal resolveram fazer clientes que consigam aceder às diferentes bases de dados.

O que permitiu esta estratégia foi a adopção no Informix e clouscape do DRDA como protocolo de acesso à base dados. Até à versão 11 o Informix tinha um protocolo próprio que vinha desde os primeiros tempos em que o suporte de rede foi adicionado.
A partir da versão 11 pode-se aceder à base de dados com um dos protocolos iNet (antigo) ou DRDA (standard e novo) em simultâneo.

O DRDA define a arquitectura distribuída de uma base de dados incluindo a forma como um cliente comunica pela rede com o servidor e até as API(s). É um standard publicado e gerido pelo Open Group. É assim uma espécie de SOAP para as bases de dados (na medida em que define uma forma standard de um cliente se ligar e interagir com o fornecedor de serviços).

Se mais SGBD(s) adoptassem o standard poderíamos ver uma enorme redução na quantidade de diferentes implementações de clientes ou então usar o mesmo cliente em todas as base de dados reduzindo curvas de aprendizagem ou podendo escolher entre o que melhor resolve os nossos problemas em vez de ter clientes completamente comprometidos com o SGBD.

Voltando à IBM, por aquilo que ouvi escolheram o que de melhor existia em cada um dos drivers e implementaram-no no driver comum. Todas as funcionalidades a partir de agora serão implementadas para todos os SGBD(s). Um exemplo é o novo produto da IBM : IBM Data studio que promete uma forma fácil de gerir os dados durante todo o ciclo de vida (modelação, implementação, qualidade, arquivo).

terça-feira, 16 de outubro de 2007

RFID

O cartão que me identifica tem uma tag de RFID e na entrada de todas as salas existe equipamento de reconhecimento.

Não sei o que fazem com a informação mas posso imaginar que é uma experiência interessante. 6500 pessoas a entrar e sair durante 4 dias por todo o lado. Deve dar um estudo interessante.

Tem piada é ter assistido a uma apresentação acerca do "real time loader" que agora existe no Informix. É feito mesmo para estas coisas. Carregar quantidades maciças de informação em tempo real como de facto o RFID vai permitir.

IBM Information On Demand






Estou desde ontem no IBM Information On Demand. É o evento anual da Information Management division da IBM e ocorre durante esta semana em Las Vegas.

Estão presentes mais de 6500 utilizadores, clientes e parceiros da IBM.

O que mais me surpreende é a quantidade que paga 2000 USD para participar no evento. Não porque não tenha sessões de enorme qualidade, mas porque não vejo na Europa nada que consiga sequer aproximar-se em termos de participação mesmo se gratuito.

Nunca tinha estado em Las Vegas. É uma cidade sempre em festa. Algo artificial. Tudo em grande.

O local onde o evento ocorre é o Hotel Mandalay Bay. Estou habituado a andar muito e frequentemente, mas, apesar disso doem-me as pernas de tanto andar. É que tudo aqui é enorme. Centenas de salas e sessões, zona de exposição, festas em piscinas e casinos. Tudo isto se torna muito cansativo e começa a ser difícil de absorver.

O almoço é servido numa enorme sala onde estão de certeza pelo menos 3000 pessoas a comer em simultâneo.

A sessão de abertura foi também algo em grande. Começou com um grupo musical seguído de um conhecido humorista americano Dana Carvey. As sessões de marketing foram seguindo com interrupções humorísticas.
As novidades principais são a aquisição da Princeton Softech e a criação de um produto chamado IBM Data Studio.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Foro de Inovação de Lisboa



A CompTIA, Computing Technology Industry Association, em cooperação com ASSOFT e ANETIE, vai realizar na próxima quinta-feira dia 11, o Foro Europeu de Inovação. Esta conferência terá lugar em Lisboa, no hotel Corinthia Lisboa, Av. Columbano Bordalo Pinheiro 105, das 9.00 às 15.00.

O programa da conferência, que será aberta pelo Dr. Jorge Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da Educação, conta com os seguintes temas:
  • PMEs, Inovação e Propriedade Intelectual
  • Standards e Interoperabilidade
  • e-Skills e Inovação

Para além do elevado interesse do programa, é de salientar a participação de um dos autores mais prolíficos do Bitites - Sérgio Ferreira - que fará parte do painel de especialistas no debate sobre PMEs, Inovação e Propriedade Intelectual.

A inscrição é gratuita e limitada, podendo esta ser efectuada através do e-mail Lisbon_InnovationForum@eficom.eu





Programa completo

Abertura da conferência
  • Jorge Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Lisboa (a confirmar)
Boas-vindas
  • Hugo Lueders, Director Public Policy Europa, CompTIA, Bruxelas
  • Manuel F. R. Cerqueira, Presidente, ASSOFT, Lisboa
  • Tiago Valente, ANETIE, Lisboa
PMEs, Inovação e Propriedade Intelectual
  • José Lamego, Deputado, PS, Lisboa
Painel
  • Manuel F. R. Cerqueira, Presidente, ASSOFT, Lisboa
  • Rui Grilo, Vice-Coordenador, Plano Tecnológico, Lisboa
  • Sérgio Ferreira, Director Técnico, MoreData, Lisboa
  • João Neto, Mobicom, Lisboa (a confirmar)
Sessão de perguntas e respostas (Q&A)

Café


Standards e Interoperabilidade
  • Representante do Governo Português (a confirmar)
Painel
  • Marco Raposo, Alcatel-Lucent, Lisboa
  • Miguel Caldas, Microsoft, Lisboa
  • Pedro Quintas, Director I & D, Jurinfor, Lisboa
Sessão de perguntas e respostas (Q&A)

Almoço

e-Skills e Inovação

  • Graça Simões, Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), Lisboa
Painel
  • Nuno Guarda, CISCO Systems, Lisboa
  • Frank Weermeijer, Director Geral, Randstad, Lisboa
  • PME Portuguesa (a confirmar)
Sessão de perguntas e respostas (Q&A)

Conclusões

  • Hugo Lueders, Director Public Policy Europa, CompTIA, Bruxelas

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Um homem não consegue fazer um filho em trinta dias...

... mesmo que engravide nove mulheres em simultâneo.

Há muita gente que julga que adicionar recursos humanos aos projectos consegue reduzir os prazos indefinidamente. O chefe do Dilbert é um deles.


Para o pessoal que pensa assim recomenda-se a leitura de um livro editado pela primeira vez nos anos 70. Trata-se de "The Mythical Man-Month", escrito por Fred Brooks, o homem que esteve à frente do projecto do sistema operativo do IBM 360, famoso também pelo seu enorme atraso.

O chefe do Dilbert sofre também de uma perturbação, designada jaagorismo, que é um problema do foro psicológico que seria relativamente inócuo se não estivesse ligado frequentemente a amnésia selectiva. As pessoas que sofrem de jaagorismo, têm tendência para acrescentar requisitos aos projectos nas alturas mais inconvenientes mas depois esquecem-se de que o fizeram e do impacto que esses pedidos têm no desenrolar dos trabalhos.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Holanda desiste do voto electrónico?

Segundo uma notícia do /., uma comissão de avaliação do processo de votação electrónica na Holanda apresentou um relatório demolidor sobre a situação naquele país.

Numa primeira resposta ao relatório, a Ministra do Interior terá afirmado que irá revogar a certificação legal a todos os aparelhos actualmente em uso. Nas próximas eleições, em 2009, é possível que a Holanda volte ao voto em papel.

Entre outras afirmações, o relatório dirá coisas do género:
  • As máquinas de voto actuais não respondem aos mais básicos requisitos de uma eleição (p.ex. transparência, controlo, integridade)
  • O voto expresso em papel continua a ser a melhor forma de responder a estes requisitos
  • A comissão recomenda o uso de um sistema electrónico para gerar o boletim de voto preenchido; o votante deve poder verificar se o voto que expressou coincide com a forma como o boletim está preenchido antes de ser depositado na urna
  • Os votos poderão ser contados electronicamente (através de scanning com a opção de uma recontagem manual
Como já foi escrito aqui anteriormente, o arquivo em papel parece ser essencial para recontagens e auditoria posterior. A opção de contar a partir do papel através de digitalização é capaz de ser desnecessariamente lenta. Se o voto é gerado por um sistema a pedido do votante, também poderá ser imediatamente contabilizado. E esta contabilização será de confiança, pois há sempre o voto em papel para confirmar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Chacota na TV

É possível que se lembrem do "Tsunami de Informáticos" dos Gato Fedorento, onde as pessoas que estavam na praia eram assediadas por informáticos aborrecidos, com os tiques habituais que se podem encontrar em muitos de nós. O sucesso deste sketch foi tal que já se podem encontrar no Youtube versões legendadas em inglês.

No Reino Unido, o Channel 4 criou uma série de televisão só sobre os informáticos e as suas idiossincrasias. Trata-se de "The IT Crowd" que já vai na segunda época. Podem ver um excerto de um dos episódios aqui mesmo, vindo do Youtube.






Estas caricaturas exploram o lado nerd dos profissionais de TI, em particular a sua tendência para a alienação. As dificuldades de comunicação que tantos deles experimentam são apenas um aspecto da já abordada carência de soft skills. Já aqui há tempos se escreveu aqui sobre como estas são consideradas importantes e podem influenciar a carreira de qualquer um. Hoje em dia, para se ser bem sucedido não basta dominar-se técnicas e tecnologias.

Ainda há poucos dias o Times apresentava um artigo com um título interessante: If you want to get a job, get a life.

Os tipos do Inquirer, escreveram também sobre o assunto no artigo IT people need to get a wife.

É com satisfação que se observa que as principais universidades estão a preocupar-se cada vez mais sobre este assunto. Mas isto não chega. Por um lado, as universidades não podem fazer tudo. Se um jovem chega aos dezoito anos sem, por exemplo, dominar a sua língua materna quer em escrita quer em interpretação, a universidade já nada poderá fazer (o mesmo se poderá dizer de muitas outras soft skills, cuja aprendizagem começa frequentemente em casa, com a família). Por outro lado, há que recuperar os profissionais que já estão no activo e que têm estas lacunas. São os seus comportamentos que têm vindo a causar a degradação da imagem do profissional de TI, e é aí que é preciso actuar, antes de mais.

No meio disto tudo, temos que agradecer aos comediantes. A verdade é que há muita gente na nossa actividade que irrita profundamente os utilizadores e não compreende porquê. Se se derem ao trabalho de analisar as caricaturas, pode ser que comecem a entender.

Já agora: quem souber de mais sítios onde gozam com os informáticos, diga! Não nos podemos levar demasiado a sério! :-)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Excel 2007

Aqui há uns dias o Fernando Fernández publicou um interessante artigo onde partilhava connosco a sua frustração com o Excel 2007.

Uma notícia fresca na comunidade da informática financeira está a criar uma enorme agitação. No Excel 2007 um erro gravíssimo passou todos os controles de qualidade. Para quem tem esta versão do Excel experimentem colocar 425 em A1, 154.2 em B1 e =A1*B1 em C1. O Excel escreve 100000 em vez de 65535 (2^16-1).

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Jogos violentos: a (ir)responsabilidade da indústria... e dos pais


Não sou psicólogo. Não sou pedagogo. E portanto sou pouco habilitado a mandar bitaites sobre a questão da violência dos jogos e do seu impacto na sociedade. Mas pertenço à indústria "dos computadores". E sou pai. Por isso acho que posso e devo ter uma opinião formada sobre este assunto.

Brincar, jogar, são actividades fundamentais no desenvolvimento de qualquer animal "superior", em particular o homo sapiens. E para que servem estas actividades? Servem para treinar o corpo e a mente para as actividades que irão ser realizadas durante a vida adulta.

Dentro desta óptica, que me parece não fugir muito ao consenso sobre a utilidade da brincadeira durante o desenvolvimento, o jogo tem a função de criar e solidificar hábitos e reacções a estímulos que, quando são necessários mais tarde serão utilizados de uma forma perfeitamente inconsciente pelo adulto.

Em poucas palavras:

jogo = treino = condicionamento


Uma boa parte da indústria do software dedica-se, como todos sabemos, a criar jogos. O que é um negócio perfeitamente legítimo. Infelizmente, parte desses jogos recorre frequentemente a uma violência extremamente gráfica e cada vez mais realista, para criar estímulos nos seus utilizadores.

A imagem que se apresenta acima corresponde a um anúncio enganador usado por uma software-house que produz estes jogos. Nalguns países mais atentos, este anúncio foi proibido. Não nos deixemos iludir: o treino da violência não dá paz interior. Antes dá propensão para o uso da violência como solução fácil para qualquer problema.

Muitos pais assumem que, como os jogos se vendem livremente nas lojas, são inócuos. Posso relembrar que o consumo de cocaína, há 100 anos atrás, era aconselhado às senhoras de sociedade por muito boa gente? Nem por isso era inócuo. Alguns pais chegam a dizer que não há razão para preocupações, porque as crianças "sabem distinguir o que é jogo do que é realidade". Mas esquecem-se da função condicionante do jogo, que faz com que as reacções se tornem automáticas quando os estímulos adequados se apresentam. Talvez valesse a pena fazer um estudo sobre o surgimento da moda do street racing, com o enorme desrespeito pela vida dos outros utilizadores da estrada, e verificar qual a influência da enorme quantidade de jogos de condução violenta que apareceram nos últimos anos.

O apuramento das espécies pela selecção natural acabou por ditar maiores probabilidades de sobrevivência aos indivíduos que retiravam mais prazer da brincadeira (porque treinavam mais). Na espécie humana, pela grande complexidade da sua cultura e das suas actividades, o jogo ganha uma importância especial. Daí que os seres humanos tenham uma enorme apetência pelos jogos, em especial durante a infância e juventude.

Uma parte da indústria dos jogos aproveita-se irresponsavelmente desta característica humana, numa atitude pouco ética que não beneficia em nada os seus clientes. Os pais olham para o outro lado e não percebem os mecanismos neurológicos que estão em acção. O resultado é que os jovens são condicionados para reagir de forma violenta e ser-lhes-á difícil e trabalhoso desmontar esses reflexos na vida adulta, dificultando a sua integração numa sociedade pacífica e próspera.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Mulheres e Tecnologia

Navegando descuidadamente pela blogosfera nacional fui parar ao Interno Feminino, um blogue que entrou há pouco tempo para o Planet Geek. Confesso que a guerra dos sexos é um assunto que já me vai aborrecendo um bocadinho (coisas da PDI), mas as raparigas que lá escrevem também fazem posts com piada sobre outros temas, entre os quais "tecnologia".

Um post que achei interessante foi aquele sobre "Mulheres e Tecnologia". Aí é defendida a teoria de que, se as mulheres se dão menos bem com computadores e outras máquinas, é mais por uma questão de educação do que de genética.

Ora aí está uma opinião com que eu concordo. Genericamente, claro, porque há muitos homens que não se entendem sequer com uma chave de parafusos e muitas mulheres que são perfeitamente capazes de programar computadores com linguagens obscuras.

Temos que admitir que continua a haver uma educação bastante diferenciada entre rapazes e raparigas. O resultado é que acabamos por ter duas culturas, a masculina e a feminina, e isso tem, necessariamente, um impacto nas competências adquiridas e nas profissões que são mais tarde escolhidas.

Sinceramente acho uma pena que as meninas não sejam incentivadas a desfrutar do prazer de construir Lego Mechanic. E também é uma pena que os rapazes sejam desde cedo afastados das responsabilidades de tratar dos mais novos, por exemplo. Quantas boas engenheiras não terá a nossa sociedade perdido por causa desta deficiência cultural? E quantos bons professores primários (essa espécie em vias de extinção)?

No mês de Julho, mais de 38.000 desempregados tinham curso superior. Quase de 10% do total. Vale uma aposta em como a grande maioria eram de cursos não tecnológicos? Sabendo que as mulheres são cerca de 60% dos desempregados, não estariam elas bastante melhor colocadas no mercado de trabalho se tivessem optado por cursos ligados às tecnologias?

Que soluções há para este desequilíbrio? Pelo que se vai observando, não será fácil, mas aqui ficam algumas ideias.
  • Os pais, sendo a principal influência nos primeiros anos de vida, devem ter consciência dos preconceitos associados à sua cultura. O melhor que podem fazer é observar o seu próprio comportamento de forma crítica e alterá-lo. Embora a maioria das pessoas, hoje em dia, não queira influenciar os filhos num ou noutro sentido, a verdade é que o fazem, muitas vezes sem se aperceberem. Em contrapartida, podem tentar estimular o gosto pelas ciências e pelas tecnologias nos filhos, independentemente do seu género.
  • Os amigos e a família podem ajudar à criação de um ambiente em que as crianças de ambos os sexos sejam incentivadas a desenvolver todo o seu potencial, não limitando as actividades nem a mentalidade de rapazes ou raparigas.
  • Os professores, como principais responsáveis pela passagem de conhecimento às crianças, podem fazer um esforço consciente por contrariar as influências mais negativas da nossa cultura
  • As empresas têm muito a ganhar se optarem por seleccionar e remunerar o seu pessoal em função da sua competência e produtividade, sem olhar ao género, tendo consciência que a diversidade é um factor fundamental para o sucesso de longo prazo.
Voltando ao post que deu origem a esta divagação, só não concordo com o tom derrotista. Sim, este é um problema sociológico, mas é preciso lembrar também às mulheres que, a partir de certa altura, elas mesmas são responsáveis pela sua formação. É tempo de se rebelarem contra as pressões das tias, das avós, das amigas e dos amigos e decidirem o que é bom para elas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Hacking Democracy: um documentário sobre a prática das votações electrónicas nos EUA

O documentário "Hacking Democracy" aborda os problemas encontrados ao longo dos últimos anos nas eleições dos Estados Unidos da Américas, com a utilização das máquina electrónicas de voto.

Esta questão já foi abordada aqui, mas nunca é demais lembrá-la, já que também na Europa e em Portugal se está a tentar introduzir a votação electrónica.

Sendo este um blogue de informática não podemos deixar de defender as inúmeras vantagens que o processamento electrónico de dados traz a um processo complexo como uma eleição. Mas também não podemos deixar de chamar a atenção para os enormes riscos que as democracias correm ao passarem a depender de máquinas cuja arquitectura é fechada e que correm software cujo código ninguém conhece.

Esta é a história de um grupo de cidadãos que foram investigar como é que os EUA contam os seus votos. O que eles encontraram foi secretismo, votos válidos deitados ao lixo, e os métodos que se podem usar para mudar o curso da História.


(na imagem, um screenshot de um acesso remoto não autorizado a uma máquina de votos e a adulteração da contagem)




Diskcopy: mais um blogue sobre informática

Obrigado, Celta, por essa referência simpática no teu blogue diskcopy! :-)

Não resisto a destacar esse anúncio do Phegasus, um computador dos anos 80, compatível com PC-XT (o IBM PC que se tornou standard) com um "CPU de 640K" e, na mesma caixa, uma impressora de 100 caracteres por segundo. E, como acessório, um lindo carrinho para transportar o computador!

Continua a blogar, colega!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Homem se submete a cirurgia para usar iPhone

O Homo Tecnologicenses ("inventei" agora o termo para diferenciar do Homo Tecnologicus, este designa "o que produz e usa tecnologia para moldar o ambiente" aquele será mais "o que é moldado pela tecnologia") parece que acaba de nascer...

Ou seja, em vez de sermos nós que "fazemos" a tecnologia, será a tecnologia que nos "faz" a nós...

http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=10720&sec=6

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Sun e Caixa Mágica lideram esforço para ressuscitar comunidade OpenOffice Português de Portugal

Durante cinco anos o projecto português de tradução da melhor alternativa gratuita ao Microsoft Office concentrou-se nas questões mais técnicas e conseguiu atingir o seu objectivo. Infelizmente acabou por não conseguir dinamizar a comunidade de técnicos e utilizadores.

Agora, com nova liderança, as coisas parecem estar a mudar nesta importante frente do software livre em Portugal. É uma excelente altura para quem tem vontade de ajudar. Cheguem-se à frente e vamos lá criar uma comunidade dinâmica que preste serviços de qualidade aos utilizadores!

O OpenOffice é um projecto muito grande e há muitas oportunidades para colaborar. Desde a tradução à divulgação. E lembrem-se, lá porque o software é "à borla", isso não quer dizer que não haja oportunidades para ganhar dinheiro. Pelo contrário: se o cliente não tem que pagar a licença, fica com mais fundos para pagar os serviços! ;-)

Se ainda não o têm, vão buscar a última versão do OpenOffice em Português de Portugal (2.2) ao Laboratório para a Iniciativa de Software Aberto (uma excelente iniciativa do ITIJ).

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Até Quando?

Até quando os bugs informáticos vão funcionar como bode expiatório para nítidas falhas na gestão de projectos?

Na mesma linha de raciocínio da importância que os orgãos de gestão/administração de uma empresa atribuem às suas TI's. Este bitite serve para alertar os mais descuidados que é necessário ter uma boa gestão de projectos, para evitar situações desgradáveis que podem atingir o nível de caos com relativa facilidade.

Todos nós temos ideia da velocidade de processamento dos nossos computadores hoje. Temos também a noção que a sua indisponibilidade pode representar a impotência face a diversas necessidades.

Ainda me lembro de haverem sistemas de voto em que após se confirmar que a pessoa podia votar ela ía a um sítio recondito e assinalava o seu sentido de voto num papelinho que colocava numa urna. Depois era feita a contagem dos votos e deliberada a decisão de uma assembleia. Também me recordo de votar com mão no ar. Em que a contabilidade era mais acelerada, mas o nosso sentido de voto tornava-se público.

Bem sei que isso exigia um trabalho excessivo aos executivos de um dos maiores bancos Portugueses, por isso arranjaram uma solução milagrosa, um programa informático de Votos!

Nem sequer vou falar da máquina de votos americana que elegeu o George W. Bush.
Mas o que é que esse sistema de voto tem de tão complexo que tenha causado tamanho caos?
É necessário autênticar o votante com qualquer sistema de autenticação. Até se podia ter envelopes identificados que seriam entregues a cada participante com a chave para um único sentido de voto. Após autenticação, votava, retriava o "recibo" do se voto que confirmaria e colocaria numa urna. Caso haja dúvidas no sistema automático, pode-se sempre confirmar na urna. Et Voilá!

Ah e tal, mas há pessoas que têm votos de qualidade e cujos votos valem mais do que os outros!
Na boa! fazem-se envelopes específicos para esses casos e a essas pessoas atribuem-se esses. Simples!

Enfim, não compreendo como um sistema feito pelas TI's de um Banco, auditado por duas Consultoras, chega ao dia da Verdade e falha. É um péssimo exemplo! Evitem alterações de última hora. Pensem nos problemas antes! Planifiquem, façam as coisas bem à primeira s.f.f.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Revolução das TIC

Fui hoje a um hospital do estado. Lá vi uma fila enorme de pessoas à espera. Algumas pessoas meramente esperavam que lhes fosse colocado um autocolante numa receita. Outras queriam marcar uma consulta.

As trabalhadoras, todas mulheres, estavam a dar o seu máximo. Vi-lhes determinação estampada no rosto. Vi a velocidade a que estavam a atender as pessoas. Elas estavam a lutar com um misto de sistemas de informação, da geração passada, e montanhas de papel. O stress estava ao máximo tanto nas trabalhadoras como nos pacientes à espera. Fiquei triste com esta situação. Pois como profissional de informática sei que podemos fazer melhor. Todas estas tarefas podem ser feitas pela web por pacientes e profissionais da saúde em tempo real. Sem esperas nem stresses.

Quando ouço alguém, dizer que receia que se percam empregos destes no Estado, apetece-me gritar:
Para o inferno com estes empregos! As pessoas não devem ser tratadas como peças numa máquina.

Depois lembrei-me. Estava a ver a versão moderna de uma central manual de telefones.

Encontrei comforto nalgumas coisas: o sorriso de uma menina bonita, a tranquilidade de uma mulher de esperanças, a praia gloriosa e um sol radiante.

Então lembrei-me de outra coisa: num hospital em que tinha ido, os resultados das análises ao sangue eram dados por uma aplicação de Intranet escrita em PHP. A aplicação estava inacabada e era provavelmente um hack rápido, mas mesmo assim já era serviço a profissionais de saúde em tempo real. Outro hospital, um programa em Java dava à médica o poder de marcar consultas. Já noutro hospital, as receitas eram fornecidas directamente pelo sistema de informação e dadas pelo médico ao paciente.

Como os nossos antepassados, os Romanos, esse povo de engenheiros diriam:

Adde parvum parvo magnus acervus erit
- Adiciona pouco a pouco e um grande monte farás.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Practices of an Agile Developer : Working in the Real World


O Verão finalmente chegou, e a PT Comunicações conseguiu, pela segunda vez em semanas, cortar o telefone à vizinhança toda sem pré-aviso. Fiquei sem acesso à Internet e sem poder trabalhar. Foi uma boa motivação para pegar nos livros que tinha aqui para ler. Venho-vos falar de um livro, que achei muito interessante.

Practices of an Agile Developer : Working in the Real World
por Venkat Subramaniam and Andy Hunt

Este livro reúne um conjunto de regras, ou boas práticas, para um programador sénior ou líder de projecto que queira trabalhar seguindo uma metodologia ágil. Os autores são experientes na matéria. O Andy Hunt já tinha sido co-autor do livro The Pragmatic Programmer: From Journeyman to Master. O livro está cheio de bom senso, ressoa bem com a minha experiência, dá exemplos e conselhos práticos como resolver problemas de desenvolvimento. Não só a nível de bater código, mas também de design, bem como comunicação entre a equipa ou com o cliente. Penso que tem boas ideias para todos nós que estão interessados no desenvolvimento de software.

Cito-vos algumas destas regras:

Quick Fixes Become Quicksand
A former client of Andy’s had this very problem. None of the developers or architects understood the underlying data model of their domain, and over the course of several years the code base became littered with thousands of +1 and -1 corrections. Trying to add features or fix bugs in that mess was a hair-pulling nightmare (and indeed, many of the developers had gone bald by then). But like most catastrophes, it didn’t get like that all at once. Instead, it happened one quick fix at a time. Each quick fix—which ignored the pervasive, underlying problem—added up to a swamp-like morass of quicksand that eventually sucked the life out of the project.

Criticize Ideas, Not People
You’ve probably seen design discussions that get out of hand and become emotionally charged—decisions get made based on whose idea it was, not on the merits of the ideas themselves. We’ve been in meetings like that, and they aren’t pleasant. But it’s only natural. When Lee presents a new design, it’s easiest to say, “That’s stupid” (with the clear implication that Lee is stupid as well). It takes a little more effort to elaborate, “That’s stupid; you forgot to make it thread-safe.” And it actually takes real effort and thought to say the far more appropriate, “Thanks, Lee. But I’m curious, what will happen when two users log on at the same time?”

Damn the Torpedoes, Go Ahead
Courage doesn’t feel very comfortable, certainly not ahead of time. But it’s often the only way to remove obstacles that will just grow worse over time, and you’ll feel relief instead of increasing dread.

Keep Up with Change
“There is nothing permanent except change,” said Heraclitus. That has been true throughout history, but it’s especially true now. You’re in an exciting and ever-changing field. If you graduated with a degree in computer science or some related professional field and thought you were all done with learning, you were dead wrong.
...
Keep up with changing technology. You don’t have to become an expert at everything, but stay aware of where the industry is headed, and plan your career and projects accordingly.

Invest in Your Team
Find areas where you, or someone in your team who is knowledgeable, can help the rest of the team come up to speed (this has the added advantage that you can discuss how topics apply specifically to your applications or projects).

Know When to Unlearn
As technology marches on, things that used to be of paramount importance fall by the wayside. Not only aren’t they useful anymore, they can actually harm your effectiveness. When Andy was first programming, memory overlays were a big deal. You often couldn’t fit the whole program in main memory (48KB or so) at a time, so you had to split your program into chunks. When one chunk was swapped in, some chunk had to be swapped out, and you couldn’t call functions on one chunk from the other.
...
We’ve seen ten man-year J2EE projects go down in flames, only to be replaced with a month-long hack in PHP that delivers most of the features. Growing interest in languages such as PHP and web frameworks like Ruby on Rails show that developers are catching on that the old ways might not be cutting it anymore.
...
Old habits are hard to break and even harder to notice. The first step to unlearning is to realize that you’re using an outdated approach. That’s the hardest part. The other hardest part is actually letting go. Mental models and patterns of thought are built and refined at great cost over many years. One doesn’t discard them lightly. And it’s not that you really want to discard them completely, either. The previous memory overlay example is just a special case of manually maintaining a working set of items from a larger cache. The technique hasn’t gone away, although that implementation of it has. You don’t want to drill into the brain and snip all those dendrites off. Instead, you want to use older knowledge in context. Reinvent it and reuse it where applicable, but make sure you don’t drag along old habits just out of, well, habit.

Não me tinha ocorrido antes de ler o livro, mas mesmo com 29 anos, não escapo ao problema de ter de saber desaprender. Dei-me ao trabalho de aprender linguagens novas como Java, C#, Python e PHP, que não me foram ensinadas no curso, mas continuava a editar código com o vim. Desde que mudei para IDEs com suporte para refactoring, algo que não também não existia quando acabei o curso, reparei que a minha produtividade aumentou imenso.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Nearshoring na Europa: uma oportunidade para o Brasil

As empresas portuguesas de TI estão, crescentemente, a posicionar-se no mercado europeu oferecendo serviços de outsourcing near-shore. O conceito é simples: as grandes empresas contratam a nível global, fazendo o que se costuma chamar off-shoring: sub-contratar em países onde os custos são mais baixos. Near-shoring é um off-shoring de proximidade.

A Índia é provavelmente o melhor exemplo de um destino dos contratos de TI que foram alvo de off-shoring. A China está rapidamente a ganhar importância e a Rússia quer ganhar terreno.

A distância física coloca alguns problemas, geralmente compensados pelo menor custo. Mas as maiores barreiras ao off-shoring bem sucedido são, provavelmente, as diferenças culturais. Quando se encomenda o desenvolvimento de software a alguém que vive numa realidade completamente diferente, mesmo que se fale a mesma língua, os mal-entendidos são frequentes e saem caro.

Daí que o near-shoring ganhe cada vez mais adeptos. Trata-se de um compromisso entre economia e qualidade dos resultados. Em vez de se contratar simplesmente pelo preço, procura-se encontrar quem entenda o problema e, mesmo assim, faça o trabalho de forma mais económica.

Nesta perspectiva, pela facilidade com que dominam línguas e se entendem com todos os povos, e também pelos preços competitivos que apresentam, os portugueses e as suas empresas estão muito bem posicionados para prestar serviços de near-shoring para toda a Europa.

Acontece que, pela reduzida dimensão do país e por alguns erros estratégicos no sistema educativo, os recursos humanos disponíveis para esta estratégia são escassos. Daí existir actualmente uma oportunidade para os profissionais brasileiros de TI que procuram oportunidades de emprego na Europa ou para as empresas brasileiras de outsourcing que procuram expandir o seu negócio. Para estas últimas, não será difícil encontrar parceiros portugueses que queiram actuar como "revendedores de valor acrescentado", potenciando a sua prestação de serviços por toda a Europa e pelos restantes países de língua portuguesa.

O que será necessário para aproveitar esta oportunidade? Vontade e ambição, para começar. Capacidade técnica, claro. E uma boa escolha dos empregadores/parceiros em Portugal.

Esta é uma oportunidade a não perder, em que Portugal e Brasil se podem unir para ganhar. A Europa espera-nos! :-)

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Conselhos de Administração não levam a sério os técnicos de TI

Tim Ferguson, da Silicon.com / IT Director escreveu um artigo em que defende a ideia de que os Conselhos de Administração não levam a sério os seus técnicos de TI. Para afirmar isto baseia-se num estudo encomendado pela Microsoft. Vejamos o que ele diz...

"Muitas grandes empresas não conseguem reconhecer o valor e a importância das TI no seu negócio e estão a perder por isso."
Com "gurus" a afirmar "IT doesn't matter", não é para admirar! Mas a culpa não é só dos "gurus"...

"Quase metade dos directores de TI acham que o seu departamento é visto apenas como um centro de custos pela Administração. [...] 83% dizem que os problemas de desempenho das aplicações tem impacto directo no negócio e 76% dizem também que os atrasos nas novas aplicações trazem dificuldades."

Portanto, as aplicações têm que funcionar, mas são apenas vistas como mais um custo. Esta "falta de respeito" talvez possa ser explicada, pelo menos em parte, pelo que se segue...

"Apenas 35% dos que responderam ao inquérito estão satisfeitos com o tempo que leva a desenvolver e pôr em exploração as novas aplicações. E embora 37% digam que é prioritário que exista um melhor alinhamento entre das TI com o negócio, a percepção geral é que as companhias não estão a actuar com vista a este objectivo e estão a comprometer o impacto da tecnologia"
Não sei bem o que os inquiridos pensam, mas eu suspeito que há por aí muito informático que pensa que alinhar o negócio com as TI é mudar o negócio, em vez de melhorar as aplicações! O que se confirma com o que vem a seguir...

"apenas 16% dos departamentos de TI acreditam que a qualidade do interface e a ergonomia (user experience) é um componente crítico do desenvolvimento aplicacional e só 36% têm planos para melhorar estes aspectos em projectos futuros"
É pena que o inquérito só tenha ouvido uma das partes. Tenho a certeza que os membros dos Conselhos de Administração têm também muitas queixas a fazer em relação às TI e provavelmente eram capazes de explicar porque é que as encaram como um custo! Como são eles que têm o dinheiro, talvez valesse a pena começarmos por ouvi-los! ;-)

O pessoal das TI não pode continuar virado para o seu umbigo, preocupado com os seus problemas tecnológicos e ignorando as justas queixas dos utilizadores. De que se queixam eles? Que as aplicações nunca estão prontas quando são precisas. Que têm bugs. Que não funcionam como eles gostariam porque quem as fez não percebe para que é que deviam servir!

Queixamo-nos de falta de respeito? O respeito conquista-se!


segunda-feira, 23 de julho de 2007

Dada como perdida toda informação online após crash da Internet

[humor] Por esta altura já devem ter tido conhecimento da principal notícia de hoje: todos os dados online foram perdidos após um crash total da Internet.

Milhões de computadores do mundo inteiro receberam uma mensagem fatal dizendo "Fatal Error / Restart World Wide Web / Online data may have been lost" e bloquearam, obrigado os seus utilizadores a realizar um reboot. Até aí, nada de anormal. O pior foi que depois descobriram que toda a informação que habitualmente encontravam na net foi perdida, por nunca ter sido feito um backup integral da World Wide Web.

Numa atitude absolutamente inédita, o Governo dos Estados Unidos já pediu desculpa aos cibernautas do mundo inteiro, afirmando que o backup estava previsto já há vários anos mas que nunca houve tempo para o realizar.

Mais informação pode ser encontrada no site da ONN, uma rede noticiosa de televisão 24h/dia, principal referência global de noticias desde que foi fundada em Dezembro de 1892. Esta rede tem canais em 171 línguas e pode ser vista em 4,2 mil milhões de lares em 811 países do mundo inteiro.



Breaking News: All Online Data Lost After Internet Crash

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Web Rage - Um artigo a ler


Quantos de nós, que trabalham em TI(s), não sofreram na pele a troca de e-mails desagradáveis que chegam muitas vezes a atingir os limites da má educação.

Mesmo assim teimamos em tentar discutir e muitas vezes decidir apenas com base em trocas de mensagens escritas.

Gosto de usar mensagens escritas numa série de meios : blog(s), mensagens instantâneas e sms(s).
Em muitos casos estes meios ajudam-me pois podem permitir uma leitura mais objectiva do conteúdo estrito e menos de emoções que normalmente são acessórias ao problema.

Tenho no entanto de reconhecer que quando começa a correr mal, corre mesmo muito mal. As emoções de quem está do outro lado começam a impedi-lo de pensar.
Daniel Goleman e Clay Shirky publicaram um artigo onde tecem algumas considerações sobre os problemas destas formas de comunicação e explicam os mecanismos que os provocam.

Concordo no geral com o artigo, no entanto os autores partem de uma premissa que muitas vezes não se encontra na realidade : de que a comunicação é entre indivíduos que pessoalmente têm boa empatia e conseguem colaborar.

Na minha experiência pessoal já consegui melhor comunicação on-line do que pessoalmente. Tentando fazer uma análise das pessoas em causa consigo concluir de que se trata de pessoas cuja reacção emocional imediata é sempre de defesa. Neste caso a comunicação por e-mail oferece ao indivíduo um tempo de reflexão que lhe permitirá responder de uma forma mais racional e ponderada.

Mas, volto a frisar, concordo com os autores de que o processo de decisão por e-mail não será em geral uma forma mais eficaz do que reuniões frente a frente.

sábado, 30 de junho de 2007

GPL Version 3, 29 June 2007


A GNU Software Foundation finalmente disponibilizou a nova versão da General Public Licence.

Após 16 anos a licenciar software livre, a versão 2 foi agora formalmente substituída na FSF.

Isto não quer dizer que o software com GPL 2 passará à versão 3. Existem projectos importantes, como o kernel do Linux em que não é consensual a mudança para a versão 3.

A Sun também ainda não disse se o OpenJDK será mudado para GPLv3.

Seja como for, a versão 3 está aí. Os projectos GNU irão concerteza mudar para a nova versão.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Eclipse : Europa já saiu


Um dos problemas que tinha no eclipse até ao ano passado era a instalação de "plugins".

Não existia coordenação entre grande parte deles e muitas vezes existiam dependências de versões. Era difícil de gerir e cheguei a ter várias instalações, cada uma com plugin(s) diferentes.

No ano passado tudo ficou mais fácil quando lançaram a versão chamada "callisto". Este projecto coordenou alguns dos "plugins" mais importantes por forma a que as novas versões estivessem prontas sensivelmente ao mesmo tempo e fossem compatíveis.

O Europa, que ficou hoje disponível, é também (como o callisto) uma nova versão com sincronização e compatibilidade de versões de um conjunto de plugins.
Dele fazem parte vinte e um dos projectos de "plugin" mais importantes.
Existem downloads diversos consoante o tipo de desenvolvimento : java normal; java enterprise; java rich client; C, C++ ou genéricos com configuração à medida.

Esta abordagem não é inédita no mundo das TI(s). Já as versões das distribuições de Unix, windows ou Linux mais não que um conjunto de versões de programas testadas e organizadas de forma funcional e coerente. Quem por exemplo trabalha com o debian sabe que cada versão estável tem um nome das personagens do filme toy story e que esse nome corresponde a um conjunto de versões de programas que funcionam.

A própria IBM (que lidera o eclipse) tem esta abordagem no Rational Applicational Developer. A ideia original era as versões do RAD serem uma espécie de boa organização das versões do eclipse e "pluggins" acrescidas de funcionalidades "em código fechado".

O que se passou entretanto é que a própria comunidade (na qual também se incluem alguns fabricantes como a Borland) achou que este processo de coordenação teria também de acontecer com os plugins "em código aberto".

Foi uma boa aposta. É uma mais valia para os utilizadores e para os parceiros, e, consequentemente para o projecto.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Nova versão do google text & spreadsheet

Nos últimos meses tenho vindo a usar o google docs e spreadsheets.
É uma boa ferramenta sempre que quero partilhar documentos e folhas de cálculo com outras pessoas.

É fácil de usar e razoavelmente rápida.

Nos últimos dias foi disponibilizada uma nova versão que melhora muito o interface de selecção dos documentos.

Usa o paradigma de duas áreas com uma árvore do lado esquerdo que controla as listas de documentos do lado direito.
Pode facilmente filtrar-se por tipo de documento ou pela pessoa com quem se efectuou a partilha.
Também passou a existir o conceito de pasta, infelizmente só de um nível.
Pode-se fazer upload de ficheiros para o sistema embora limitado
a 500 k.
A exportação para PDF, excel ou open office também é útil.

Foi uma clara melhoria do interface.

Irei continuar a usar este site, embora de uma forma muito limitada.
Não sei se quero confiar a minha informação à google e não ter forma fácil de copiar os ficheiros para um meio físico dominado por mim.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Rato 4 em um da Microsoft


Ando sempre com o portátil às costas. Uso um pequeno rato USB porque não me dou bem com o touchpad do portátil. Sempre que faço apresentações ou dou formação tenho de levar mais um gadget USB que tem o comando, e apontador laser.

Descobri que a Microsoft tem um gadget interessante. É rato sem fio, comando para apresentações, apontador laser e controlo remoto.

Se não fosse tão caro (entre 80 e 100 dólares) seria decididamente um aparelho a comprar. Sempre conseguía reduzir a quantidade de porcaria que anda na mochila.

domingo, 24 de junho de 2007

OLPC está a agitar o mercado


O projecto One Laptop Per Child do MIT está a agitar o mercado dos PC(s) de baixo custo.

A AMD, parceira do MIT vendeu o seu projecto PIC (Personal Internet Communicator) à Data Evolution que o está agora a vender por $99 ! sob a denominação decTOP . Não é concorrente do OLPC porque não se trata de um portátil mas sim de um computador de secretária (embora minimo) ao qual tem de se ligar um monitor, um rato e um teclado externos.

A Intel que ficou zangada pelo facto de não entrar no projecto (mas quando lhe foi proposto não se disponibilizou para perder margem nos componentes) e criou um projecto com a Asustek para criar um concorrente de baixo custo (ver mais).

A Microsoft não gostou de ficar de fora do OLPC e anunciou recentemente estar a adaptar os drivers do windows para conseguir que funcione no OLPC.

Das duas uma, ou a intel está a fazer dumping para prejudicar o OLPC, provavelmente auxiliada pela Microsoft e quando o matar sobe os preços ou então chegou à conclusão de que este mercado é por si só rentável e decidiu também tentar ganhar dinheiro.

Gostava de apostar na segunda hipótese pois nesse caso iremos concerteza assistir a uma concorrência que poderá trazer mais e melhores computadores disponíveis para todos.

sábado, 23 de junho de 2007

Martin Fowler - Vale a pena desenhar bem o software ?


No seu Bliki, Martin Fowler tece considerações acerca da validade do desenho no software.

Quem desenvolve software já várias vezes foi colocado perante o problema de consumir tempo em especificações e desenho versus conseguir mostrar algo a funcionar muito rapidamente ao cliente.

Martin Fowler apresenta a sua teoria com um gráfico (a que chama pseudo gráfico por não ser derivado de algo efectivamente medido) de onde facilmente se percebe que o desenvolvimento "sem desenho" compensa nas fases iniciais de um projecto, mas que, a longo prazo irá reduzir muito a produtividade e facilidade de alteração. À linha onde se cruzam a adição de funcionalidades ao longo do tempo com e sem desenho chamou "design payoff line".

Penso que é na determinação desta linha para o nosso projecto em concreto que está o segredo para perceber se devemos ou não avançar e desenvolver ou consumir tempo a fazer um desenho cuidado do sistema.

Mais à frente Martin confirma o que eu já à muito suspeitava : trata-se de grandezas de difícil (se não impossível) medida.
Posto isto, mais uma vez concluo que se trata de uma decisão típica de gestão (neste caso de projectos) em que a experiência e bom senso do decisor será determinante na escolha da estratégia adoptada.

No seu exercício faz algo que não é comum ver na nossa indústria : apresenta as coisas em que acredita como hipótese e de seguida explica porque razão as assume como axiomas.

Decididamente um artigo a ler.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Red Hat e Ubuntu recusaram acordo com Microsoft

A Microsoft propôs à Red Hat e Ubuntu um acordo no âmbito do qual não as processaria por violação de patentes.


A proposta de acordos aparece na sequência das ameaças da Microsoft de que o OpenOffice e o linux violavam mais de uma centena de patentes.

Entretanto já foram conseguídos acordos com a Novell (fabricante do Suse Linux), a Xandros e o Linspire. Nos dois últimos casos as empresas são contratadas pela Microsoft para o desenvolvimento de projectos e no primeiro as empresas trocam marketing dos respectivos produtos.

Trata-se portanto de uma tentativa da Microsoft para conseguir alargar o seu mercado reduzindo os do Linux, dando em troca a viabilização de algumas delas.

Felizmente a Red Hat e a Ubuntu, claramente os actuais lideres mantiveram-se firmes e não tiveram medo.

No entanto a procissão ainda agora vai no adro.

IBM foi outra vez às compras

Agora comprou a telelogic, empresa Sueca que se dedica à construção de ferramentas para gerir o ciclo de vida do desenvolvimento de software.

Através de uma rápida análise ao portefólio de produtos, conclui-se facilmente que estes são claramente redundantes (salvo raras excepções) com os análogos da IBM.

Sem qualquer espanto, a companhia será integrada na divisão Rational.

Embora a IBM não tenha ainda efectuado qualquer declaração, a actual política leva-nos a pensar (esperar) que os produtos actuais serão mantidos e será iniciada uma política interna de transferência de know-how entre as equipas com produtos similares.

Esta aquisição é mais um sinal de que a IBM quer liderar no mercado do software e começar por baixo : infraestrutura, ferramentas, gestão dos processos de desenvolvimento. Um pouco contrário à política de alguns dos seus grandes concorrentes que têm vindo a apostar em expandir-se para o mercado das aplicações.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Data Center móvel - Sun BlackBox


A Sun continua a não perder a capacidade de espantar com as coisas mais estranhas.

Agora estão a propor um Data Center instalado dentro de um contentor (ver mais informação)

Na realidade de contentor tem o tamanho e formato. Tudo o resto é construído mediante requisitos próprios deste tipo de problemas.

Para negócios como os militares ou a fórmula 1 este tipo de produto tem interesses óbvios, mas para os mortais já não tenho tanta certeza.

Pensando um bocadinho a ideia até é capaz de não ser assim tão parva. Com bichos destes (se não tiver mesmo problemas) consegue-se uma enorme versatilidade para algo que é inerentemente (até aqui) algo imóvel e em que grande parte do investimento era de índole imobiliária.

Com este conceito podemos colocar um DataCenter num local e movê-lo para outro quando melhores condições se obtiver.
Pode também investir-se num aerogerador e colocar o contentor ali juntinho poupando na factura à EDP (se depois existir comunicações ali ao pé).

Podiam, por exemplo, aproveitar-se os fundos comunitários que agora não vão para Lisboa e Vale do Tejo e instalar DataCenter(s) no meio do Alentejo. Tudo isto sem ter de construir um edifico com uma infraestrutura complicada.