segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Obstáculos à internacionalização das TI nacionais: a RTPi

Todos temos uma vaga ideia de que há diversos obstáculos à internacionalização das empresas portuguesas. É fácil pensarmos nalguns: a nossa posição geográfica periférica; os custos de transportes e telecomunicações; a deficiente formação em inglês e outras línguas importantes; a fraca competitividade dos produtos e serviços; etc..

Mas há outro factor negativo que é frequentemente ignorado e que é preciso denunciar: a RTP Internacional.

Vejamos: um americano vem à Europa e em qualquer hotel tem a CNN, a Bloomberg, a NBC. Um alemão, um francês ou um inglês saem do seu país mas estão sempre em contacto com ele através dos canais sintonizados em qualquer hotel decente. E o português que vai lá fora em trabalho tem a RTPi. Mas será que é comparável?

Sim, a RTPi é comparável a outras grandes estações de televisão internacionais. Só que não sai muito bem da comparação.

Outro dia tive que ir a Bruxelas e quando cheguei ao quarto do hotel fiz o que faço habitualmente: um zapping rápido para ver o que havia na televisão. Como estava na Bélgica havia vários canais locais. Adicionalmente havia canais franceses, alemães, holandeses e, claro, os do costume: CNN, BBC, etc..

Surpreendentemente também tinham a RTP Internacional. Desde que, há uns anos, exportámos o nosso Primeiro Ministro da altura para lá, os belgas passaram a ter-nos mais respeitinho. Deve ser essa a explicação... :-)

Pensei logo em matar saudades do país. Sim, porque um português tem sempre saudades, mesmo que só tenha saído há umas horas e regresse logo dois dias depois. Infelizmente, aquilo que os responsáveis daquela estação tinham reservado para mim era nada mais nada menos que um abominável documentário sobre botânica, que incrivelmente, passou despercebido aos Tesourinhos Deprimentes dos Gato Fedorento. Nem uma novela, nem um telejornal, nem um filme com diálogos abafados, nem um programa sobre a bola. Simplesmente um tipo chato a falar de árvores aborrecidas com um entusiasmo no mínimo estranho.

Dá cabo da moral a qualquer um!





Ó senhores da RTPi! Já basta o pessoal andar longe de casa e ainda ter que aturar estas xaropadas?

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Linux Media Center Edition


O "Linux Media Center Edition" é uma versão de Linux para correr em sistemas ligados a uma televisão e concorre directamente com o Windows Media Center.

Pode ser controlado apenas com um controlo remoto com sensibilidade ao movimento (à semelhança da Nintendo Wii).

Não percam a demo em vídeo:



O Linux MCE é baseado na distribuição Ubuntu (Kubuntu, mais específicamente, a versão com KDE) e pode ser descarregado gratuitamente da net, em linuxmce.com.

Aqui está uma excelente oportunidade de negócio para quem quer entrar no mercado dos "media centres"!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

The OpenDocument Foundation, Inc. is closed.

Hoje, como habitualmente faço, abri o Slashdot.org e dou com esta notícia.

The OpenDocument Foundation, Inc. is closed.

Fiquei surpreendido, porque foi para mim inesperado. Principalmente, porque até hoje achava que o OpenDocument seria o formato standard para documentos de Office num futuro próximo. Criando uma alternativa gratuita ao monopólio do Office da Microsoft. No entanto, fechou.

Pelo que percebi, no artigo referenciado pela Slash, houve uma liderança da Sun na definição do formato que não foi consensual. Fazendo com que essa liderança fosse fraca. Pelos vistos hoje foi "decretado" o fecho do consenso.

Que quer isto dizer para o comum dos mortais? Para já parece-me evidente que a Sun está a lançar o OpenOffice como uma alternativa ao MS-Office. Isto é existem no mercado duas aplicações de Office que suportam formatos incompatíveis entre si. Está-se mesmo a ver que o esforço para uniformizar esse formato fracassou. Isto faz-me recordar a guerra dos formatos html suportado pelos diversos browsers. Que demorou demasiado tempo a se perceber que apenas atrasou algo que seria inevitável.

A nós comuns mortais, dá-nos imenso jeito ter um standard de formatos de documentos por forma termos liberdade de escolha quanto ao Office que resolvermos utilizar. Assim este revés apenas vai atrasar algo penso que será inevitável.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Página 161, 5ª frase

O Pedro Ferreira, nosso colega do Bitites, exímio matemático ao serviço do grande capital na Cidade das Luzes e prolífico blogger daqui e dali, arrastou-me para a "cadeia da quinta frase da página cento e sessenta e um".

Trata-se de uma coisa parecida com as chain letters, mas sem a ameaça de azar ou castigo divino. Confesso que fui tentar descobrir a origem, mas não consegui. Se alguém souber quem foi o "idiota" avise.

Alinho.

Segundo apanhei por aí numa pesquisa rápida, as regras são estas:
1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) Abra-o na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.


Começando pelo princípio, pego no livro "Designing Interfaces" que tenho aqui ao meu lado e procuro a tal 5ª frase na página 161.

Descubro que se trata do segundo parágrafo do capítulo "Showing Complex Data: Trees, Tables and other Information Graphics". E passo a citar:
"These graphics are my favorite kinds of interfaces"
Pois. Eu também gosto de uma boa árvore ou uma tabelita de dados inteligente. Componentes espertos e rápidos. Com tempo de resposta da ordem dos milisegundos, mesmo quando lidam com milhares de objectos... Que saudades do VB e do Swing! Já não se fazem interfaces assim! :-P

E agora na parte incómoda da coisa, tenho que nomear mais cinco blogueiros. Aqui vão: Paulo Vilela, António Tavares, Hugo Pinto, Ruben Badaró, e o irreverente Ludwig Krippahl. Foram os que me ocorreram, assim de repente. Tenham lá paciência. Se não quiserem alinhar só pelo espírito da coisa, lembrem-se que os links fazem subir o PageRank! ;-)

Problemas no Help Desk da Informática

The IT Crowd, a série do Channel Four, põe o dedo em mais uma ferida: a falta de capacidade de comunicação e empatia que muitas vezes se encontra no pessoal das TI.

No vídeo que se segue, dois técnicos com duas abordagens diferentes: um grita com os utilizadores que não sabem lidar com a tecnologia; o outro perde-se em monólogos inúteis cheios de conceitos que só para ele são interessantes.

Vale a pena ver como não se faz.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O meu computador preferido


Estava em falta neste blogue, já há um tempos, uma devida homenagem à Apple, que fez o desktop mais prático e elegante de todos até agora: o iMac.

Comparem-no com o trambolho que têm em cima da secretária e digam lá se não preferiam ter um destes?

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Dez sinais que indicam que não estás talhado para o desenvolvimento de software

Justin James, um blogger da TechRepublic, escreveu um artigo muito engraçado sobre as pessoas que dizem que querem fazer desenvolvimento de software mas na realidade andam enganadas. Ou andam a tentar enganar os outros.

Diz ele:
"Os programadores ganham bem. Vestem roupa informal durante toda a semana. Qualquer um pode aprender sozinho a programar. Estas são apenas algumas das razões porque as pessoas dizem que querem ter um trabalho em desenvolvimento de software. Infelizmente, o mercado de trabalho está cheio de pessoas inteligentes que até têm conhecimentos, mas que não possuem a atitude ou a personalidade certas para se tornarem bons programadores."
Por cá, infelizmente, há um número cada vez menor de pessoas que afirmam querer programar (ver "Quando for grande quero ser chefe de projecto"). E a verdade é que os programadores não ganham assim tão bem como isso, apesar de serem cada vez mais necessários com o aumento de complexidade dos sistemas.

Mas o resto do artigo é interessante também. Vale a pena ler. Para os preguiçosos, fica aqui a lista dos dez sinais:
  1. Não gostas de aprender por ti, preferes ser ensinado
  2. Gostas de trabalhar horas certas
  3. Preferes um emprego certo com aumentos de salário regulares, a procurar novos projectos e gerir a tua carreira
  4. Não te dás bem com as outras pessoas da equipa
  5. Não sabes lidar com problemas e a frustração que causam
  6. Não gostas de críticas, e as tuas ideias são sempre as melhores
  7. Não queres entrar em detalhes
  8. Não tens orgulho no que fazes
  9. Atiras-te ao trabalho sem pensar
  10. Não gostas de geeks
Conhecem alguém assim? ;-)

O artigo completo pode ser encontrado no site da TechRepublic