domingo, 28 de setembro de 2008

Quando as coisas correm mal... no ISP

Aqui há uns tempos, lá em casa, rescindimos formalmente o contrato com o nosso ISP. Sem surpresas, eles não gostaram. O pior foi que nos começaram a mandar umas mensagens de email a pedir desculpa, que não tinham tido tempo de efectuar a rescisão... e entretanto continuavam a mandar as facturas mensais. Só fizeram isto um mês, porque no mês seguinte já não tinham autorização de débito na conta e não puderam cobrar.

Ora nesta altura podiam ter ido ver o se passava com o contrato, aperceberem-se do erro e ter-nos devolvido o mês que nos cobraram indevidamente. Mas não. Mandaram-nos uma carta, duas cartas a ameaçar que nos cortavam o serviço! :-) Quão ridículo é que isto fica?

Escusado será dizer que deixámos que nos "cortassem" o serviço, que já não usávamos havia dois meses. Claro que estamos "marcados", na BD do ISP, como maus pagadores. E um dia destes ainda vamos ter aborrecimentos por causa disto.

Seja como for, não havia necessidade de terem deixado a caixa de distribuição neste estado. ;-)

Na foto: a caixa de distribuição do nosso andar, após a intervenção do ISP

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Magalhães - Apesar de tudo é positívo

Começa hoje a distribuição do Magalhães nas escolas Portuguesas.

Apesar das questões politicas e comerciais envolvidas à escala global (do qual de seguida teço algumas considerações) sou de opinião que o balanço deste programa acaba por ser positivo.

Nem parece uma opinião das minhas :-P mas eu justifico :
  • As crianças Portuguesas passam a ter acesso a um computador a elas adaptado (resistente ao choque e à agua) a baixo custo, com discriminação positiva para aquelas que mesmo com preço reduzido teriam dificuldades na sua aquisição ;
  • Uma empresa Portuguesa, JP Sá Couto exporta mais produtos ;
  • Não há obrigatoriedade de assinatura de contrato de fidelização para as familias que não pretenderem usar banda larga 3G.
É por isso algo de certeza positivo para os Portugueses.


No entanto, na minha opinião não foram tomadas as melhores opções.

Voltemos um bocadinho atrás...

Tudo isto começa com a iniciativa de Nicholas Negroponte, que no MIT lançou a Fundação One Laptop Per Child - OLPC. O seu objectivo era tão só que qualquer criança, incluindo as dos países sub desenvolvidos tivesse acesso a um computador (já conheço as criticas que dizem que nem comida têm e por isso não precisam de um computador). Desta forma a fundação projectou o XO-1. A sua construção não teria fins lucrativos e o objectivo era que não ultrapassasse os 100 dólares.
















É claro que este projecto não agradou às companhias que nela viram uma ameaça por via da descida dos preços. Duas delas foram a Intel, que é a lider no fabrico dos micro processadores (e embora se tenha associado ao projecto fê-lo com o claro objectivo de se manter por perto) e a Microsoft que construiu o windows. Desta forma, a fundação associou-se à AMD, à comunidade Linux e a outras companhias como a Google.

Com grande empenhamento e vencendo inúmeras dificuldades, conseguiram não só viabilizar o projecto (entregando centenas de milhares de computadores a crianças) como projectar a segunda versão (XO-2), com grandes inovações não só a nível técnico como de conceito. Como é óbvio a Intel e a Microsoft rapidamente perceberam que a disseminação de tecnologias que não as suas se iriam tornar rapidamente uma enorme ameaça. Desta forma a Intel resolveu criar um computador chamado classmate. Algum tempo mais tarde o governo de Portugal associa-se à iniciativa através não só da concessão de apoios à instalação de uma nova fábrica em Portugal (renomeando os computadores com o nome de Magalhães), mas também através da atribuição de subsídios às crianças do 1º ciclo que irão adquirir o equipamento.

O Magalhães fica claramente atrás do XO-2 na maioria das comparações:
  • Consome dez vezes a energia do XO-2;
  • Tem um terço da capacidade de captação da rede sem fios;
  • Não tem meios alternativos de fornecimento de energia (O XO-2 pode ser carregado com energia solar ou com uma manivela);
  • O XO reencaminha o acesso à net para outros computadores (e assim sucessivamente) reduzindo as necessidades de infraestrutura;
  • O XO-2 tem um preço de fabrico muito mais baixo do que o Magalhães;
  • O XO-2 é inovador (aplica os conceitos do dynabook de Alan Kay) enquanto que o Magalhães é um portátil tradicional truncado e melhorado.
A minha opinião é de que o governo, a exemplo do que fez com os computadores do e-escolas (já com o o sistema operativo não se portou tão bem) deveria ter permitido a alternativa de escolha aos pais. Pelo menos entre o Magalhães e o XO-2. É certo que com este passo está a proteger a indústria Portuguesa, mas está por outro lado a retirar o direito à diversidade (quem não se lembra de beber Canada Dry em vez de Coca Cola porque Salazar queria proteger a indústria Portuguesa) e a prejudicar projectos não só de objectivos claramente meritórios como tecnológicamente mais evoluídos. É claro que não estou por dentro das eventuais condições leoninas impostas pela Intel ao governo Português.

No meio desta guerra, o projecto One Laptop Per Child já consegiu mudar uma coisa : Mais crianças tem agora acesso a computadores. Directamente pelos seus produtos ou indirectamente por "obrigar" a intel, asus e outras a vender PC(s) de muito baixo custo e adaptados às suas necessidades.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Quando as coisas correm mal... no website

É tramado quando investimos meses num website e depois ele aparece assim aos utilizadores. Neste caso, os menus ficaram escondidos pela imagem de ilustração.





A explicação pode estar mais abaixo: "Optimizado para IE 6"?!? E o 7? E o 8? E todos os outros?




Quando é que a malta passa a fazer websites compatíveis com os standards e não com os seus browsers de estimação?

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

GWT - Afinal sempre é possível fazer as coisas simples

Nas últimas semanas tenho andado a estudar e experimentar o GWT. É uma agradável surpresa.
Depois de ter passado pelo JSF e afins sinto finalmente que alguém decidiu dar um murro na mesa e dizer : 
Mas porque é que estão com complicações ? Existe um lado que é interface e corre no cliente e outro que corre no servidor e um mecanismo simples que permite comunicar facilmente entre os dois.

É certo que ainda não tenho nenhuma aplicação feita por mim em produção. Mas a este ritmo e com a confiança com que estou na ferramenta acho que lá irei chegar rápidamente.

Os conceitos são simples:
  • A programação é feita em Java de forma muito similar ao swing.
  • As componentes visuais programadas podem ser ligadas às tag(s) do html, permitindo aproveitar trabalho já feito ou programar no editor de html preferído.
  • Compila-se o java e a ferramenta gera JavaScript para o browser específico.
  • As componentes de servidor são "apenas" rpc(s) para as quais se disponibilizam formas fáceis de comunicação (conversão de objectos java em javascript, xml ou json).
  • Os pedidos de execução no cliente a componentes no servidor são assincronos. Ajax simples :-).
Sinto a falta de um editor visual.  Não existe nada "free" mas já andam por aí produtos comerciais baratos.
Seja como for é bastante fácil de fazer "à mão".


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Fartos de esperar pelo Internet Explorer ? - Experimentem o Google Chrome



A Google lançou ontem o seu browser para aceder a sites na internet.

Eu já usava o Firefox por ser muito mais rápido que o internet explorer.
Experimentei a nova criação da Google : O navegador Google Chrome. É fantástico. Nota-se mesmo a diferença.
Não é milagre nenhum. Tem uma série de inovações técnicas (descansem que não vou maçar-vos com uma explicação) que justificam não só o excelente desempenho mas também algumas características que passo a enumerar:
  • Cada separador funciona de forma autónoma. Desta forma podemos navegar com vários separadores mas sem medo que um erro num deles estrague todas as páginas que temos nas outras. Quando uma página "estoura" é só naquele separador. Os outros continuam a funcionar.
  • Os separadores podem ser "arrastados" para fora do "browser" tornando-se outra janela externa. Se o separador for "arrastado" para outra janela do Chrome fica adicionado como separador da janela onde é "largado".
  • A barra de endereço (onde se digita o endereço da página) faz pesquisa automática à medida que se digitam as palavras. A pesquisa pode depois incidir sobre o motor de pesquisa preferido (google por omissão) ou sobre o histórico de páginas que já percorremos.
  • Quando se abre um novo separador vazio é apresentado o "ranking" de páginas que mais visitámos e pesquisas por nós realizadas.
  • Possibilidade de navegar num separador sem que o histórico de visitas fique registado (apenas nesse acesso).
  • O Google Gears já vem incluído o que faz com que aplicações como o MySpace que guardam informação localmente funcionem imediatamente sem necessidade de instalar mais uma peça de software adicional.
  • Faz uma pesquisa automática numa lista de sites potencialmente perigosos (mantida pela google) e quando a eles tentarmos aceder somos imediatamente avisados.

O interface parece algo pobre, mas após várias horas de utilização dei comigo a pensar que para aceder à web não preciso de mais.
A excelente qualidade desta versão experimental é outra surpresa. Também tem explicação : Usaram os milhares de computadores que têm e as listas de sites mais acedidos para testar automaticamente cada versão milhares de vezes.

Também fiquei contente por ver que a tradução para Português Europeu foi contemplada logo na versão experimental. Não temos de "levar" com a versão Brasileira durante meses (como faz a microsoft).
Existe por enquanto apenas disponível para windows, mas parece que as versões para linux estão a caminho, o que abre a possibilidade de vir a fazer parte de inúmeros sistemas embebidos como "media-centers" e "set top boxes" que por aí andam. Ainda não percebi se estão ou não a tentar que venha a funcionar em telemóveis.

Finalmente é de realçar que se trata de uma aplicação disponibilizada em "open source". Desta forma, para além de ninguém ficar "agarrado" ao produto da Google, a concorrência pode ir "espreitar" e também inovar.

Podem fazer o "download" aqui.

Quem quiser saber um bocadinho mais pode sempre ver esta excelente BD que eles criaram.

Experimentem. Vale mesmo a pena.