quarta-feira, 23 de setembro de 2009

JavaPT09 – Sun e PTJUG. Uma cooperação de sucesso.

Fiquei agradavelmente surpreendido com o que presenciei no JavaPT09, realizado em 17 do corrente mês, na Universidade do Minho, em Braga. Por diversos motivos, dos quais mencionarei os que achei mais relevantes.

Um dos motivos foi a boa organização com que tudo se processou. Desde a verificação dos espectadores através dos registos, até à última apresentação agendada, tudo se processou razoavelmente dentro dos horários previstos e de uma forma natural e fluída. Ficam aqui os meus parabéns quer aos organizadores, quer aos apresentadores.

Depois, pela realização deste evento JavaPT09 na zona Norte do país, tradicionalmente mais ligada a ferramentas e linguagens desenvolvidas pela Microsoft. Notei que, apesar deste facto, a adesão de espectadores foi elevada, tendo uma das sessões chegado mesmo a esgotar a lotação (Hands-On Lab). Claro que não tenho elementos que me permitam dizer concretamente quantos dos espectadores seriam de outras zonas do país ou até do exterior, mas fiquei com a sensação de que a linguagem Java atrai já muitos profissionais e estudantes do Norte.

Outra razão prende-se com o facto de que assistir a este evento, proporcionou a quem lá esteve a percepção da dimensão do fenómeno Java na nossa vida, ainda que, por vezes, oculto no nosso quotidiano, nomeadamente no software dos cartões SIM que todos utilizamos nos nossos telemóveis. A versatilidade de Java, desde o programa básico à plataforma empresarial mais complexa, passando pela sua utilização em hardware, fazem com que Java seja uma possível resposta à maioria das necessidades que um programador pode enfrentar.

As apresentações e os vários temas escolhidos não desiludiram, e abordaram sempre software open-source, o que nos dá maiores garantias de continuidade, na minha perspectiva. Como não podia deixar de ser, falarei um pouco de cada uma das apresentações:



  • Apesar da sessão da manhã (plenária, gerida pela multinacional Sun), ter sido efectuada em inglês (cada vez mais uma língua obrigatória nesta “Aldeia Global”), o evangelhista Java Simon Ritter, teve a capacidade de a conduzir de forma clara e bem perceptível. Começou por falar das inovações previstas para o novo JDK7, a concluir em 2010, algumas das quais visando a simplificação do código utilizado nas classes Java, nomeadamente no encerramento de alguns métodos, evitando código previsível que passa a ser controlado automaticamente. Apesar do JDK7 ser da Sun, permite que o projecto paralelo OpenJDK seja gerido por uma comunidade open-source;

  • Explicou e demonstrou a versão 1.2 do JavaFX, que promete estar ao nível dos designers mais exigentes, acabando com a argumentação de quem acha (como eu!) que Swing e AWT já têm uma imagem ultrapassada e demasiado “cinzenta”;
  • Falou também da última versão do conhecido IDE Netbeans, o qual inclui agora suporte a JavaFX e às novidades ao nível do projecto Glassfish, entre outras revisões mais, com pacotes de instalação para os vários sistemas operativos;
  • Já de tarde, mas ainda fazendo parte da sessão plenária da Sun, assistiu-se à apresentação, por Artur Alves, das novidades na versão 3 do projecto Glassfish, que procura englobar várias plataformas OSS numa só, criando mecanismos de interacção entre elas, por exemplo ao nível das autenticações SSO. Gostei particularmente da Sun ter adaptado para uso como Portal Server a plataforma Liferay, já com provas dadas nos últimos anos, bem como usar ainda MySQL como base de dados preferencial, apesar da compra da Sun pela Oracle;



  • Não tendo presenciado a sessão paralela Hands-On Lab, pois optei pela gerida pelo PTJUG (do qual falarei adiante), não pude observar o que lá se passou. Mas a lotação esgotada e o facto de permitir a quem tinha consigo um portátil, de colocar em prática parte daquilo que anteriormente ouviu falar, quase que me permitem concluir que também esta sessão terá sido um sucesso;




  • A sessão paralela, ao encargo do grupo português de utilizadores Java, o PTJUG, englobou três apresentações. A primeira das quais, direccionando-se para a demonstração de Stripes, foi efectuada por Samuel Santos, programador, membro activo do PTJUG, e contribuidor para a definição de standards internacionais de programação. Esta framework MVC de desenvolvimento Java para web, propõe-se simplificar os métodos e acções que dão origem a uma aplicação web. Depois desta boa apresentação, também eu fiquei convencido de que houveram no Stripes muitas simplificações, face a outras frameworks web orientadas a acções, como Struts. Pelo menos face ao Struts original, visto que confesso desconhecer as alterações ocorridas desde que a junção Struts e Webwork deram origem a Struts2;




  • De seguida foi a apresentação de Ruben Badaró, um dos três Leaders do PTJUG, que procurou explicar as diversas abordagens possíveis, quando em desenvolvimento nos deparamos com enormes quantidades de fluxos concorrentes, para acesso a um mesmo recurso. A utilização de caches, de bases de dados não relacionais (ex. Berkeley BD), de múltiplos servidores (perspectiva horizontal), de aumento de CPUs e/ou outros elementos em cada servidor (perspectiva vertical), são alguns dos exemplos apresentados;




  • Para finalizar a sessão, Hugo Pinto, CEO da KnowledgeWorks, também ele membro muito activo do PTJUG, falou-nos da sua experiência pessoal num projecto desenvolvido para o Ministério da Educação. Este projecto assentava numa arquitectura SOA. Ficou bem demonstrada a estrutura de uma tal arquitectura, bem como as vantagens desta, quer ao nível das comunicações internas entre os componentes de uma aplicação web MVC, quer dos acessos ao servidor a partir de diferentes entidades, com permissões de acesso distintas. Ficou ainda subjacente a diferença entre uma arquitectura SOA de raiz, e uma arquitectura com web-services incluídos mas não desenhada para tirar o máximo partido destes.




Fica aqui uma imagem do auditório onde decorreu a sessão do PTJUG, onde é possível confirmar o grande número de espectadores presentes.

Eu não estaria a ser totalmente isento nesta minha abordagem ao JavaPT09, se não referisse também os pontos que menos me agradaram (felizmente foram poucos). Em primeiro lugar, estranhei que em todas as apresentações de produtos de software, apenas se falasse das vantagens desses produtos, ignorando por completo referências àquilo em que estes precisam de melhorar ou que estão menos bem colocados face aos concorrentes directos. Acredito que a necessidade de cumprir tempos pré-estabelecidos desse prioridade às vantagens, nalguns casos acrescida de imperativos de marketing. Ainda assim, uma análise justa deveria ser mais abrangente. Em segundo lugar, o desconhecimento que os apresentadores da Sun alegaram (e não ponho esse facto em causa), acerca dos motivos comerciais e estratégicos que levaram à aquisição da sua empresa pela Oracle, bem como do futuro do software open-source actualmente sob tutela da Sun, nomeadamente MySQL, Netbeans e o próprio JDK. Continuarão totalmente abertos a comunidades de desenvolvimento open-source, ou passarão a projectos proprietários no futuro, obrigando os actuais projectos open-source a seguir por caminhos distintos?

Para finalizar, e pegando nas palavras de Ruben Badaró proferidas no final da sua apresentação, deixo uma breve descrição do que é o PTJUG e a quem se destina. Posso dizer que se trata de um grupo português de utilizadores de Java, com quase 500 membros, que se destina essencialmente à troca de preciosas informações e experiências entre profissionais do desenvolvimento de software em Java, mas que se encontra também aberto a todos aqueles que têm curiosidade em experimentar esta linguagem de programação, ou nesta se encontra ainda a dar os primeiros passos. Pela experiência pessoal, posso dizer que as questões que ao PTJUG até agora submeti, foram respondidas de uma forma bastante célere. Em resumo, é na partilha de conhecimentos que este grupo tem o seu grande valor, organizando até eventos periodicamente. Quem partilhar do interesse por Java, não pode deixar de se registar no grupo ou conhecer o seu site. Poderá ainda pesquisar as ofertas de emprego no grupo PTJUG-emprego. Com a assinatura do Protocolo de Criação do Centro de Competência de Java, na Universidade do Minho, no início do JavaPT09, fico convicto que o Norte vai começar a mostrar a sua força e presença no PTJUG.

E assim foi o JavaPT09. Fico ansiosamente à espera do próximo evento Java, da Sun ou do PTJUG.

Nota: Deixo aqui os meus agradecimentos a Tiago Rico (PTJUG) e a Luís Guimarães (Sun Portugal), por me terem facultado as fotos aqui apresentadas.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

10 formas de evitar estimativas de projecto estúpidas


  1. Deixa que a história te guie
    Se demorarem o dobro do tempo estimado, é provável é seja prometido o mesmo de novo. Não caias nessa. Aqui, o passado é um bom indicador do futuro.
  2. Pede detalhes
    Pergunta os porquês de uma estimativa. Se te explicarem o tempo que leva cada sub-tarefa, tudo bem. Se encolherem os ombros, é mau sinal.
  3. Desafia os prazos
    Contestar os números é sempre uma boa ideia. Obriga um programador a justificar a sua estimativa e a encontrar inconvenientes. Convém contar com eles o quanto antes.
  4. Medidas
    São comuns derrapes no calendário? Se sim, o quanto comum? Se não sabes, começa a apontar para teres uma ideia.
  5. Abre e fecha parêntesis
    Guia o programador na fragmentação em subtarefas, ajudando-o com perguntas como “5 dias chegam?” ou “Consegues acabar isso em 10 dias?”.
  6. Pede uma segunda opinião
    Não confies sempre nas estimativas apenas de um membro da equipa. O resto da equipa está toda de acordo?
  7. Dois pensam melhor que um
    Será que te estão a dizer só o que queres ouvir? Fala com alguém com experiências no mesmo tipo de projectos.
  8. Põe a equipa a par
    Mostra à equipa as suas próprias estatísticas, ajuda-as a encontrar padrões na sua forma de estimar e desafia-os a perceber o que correu mal nas más estimativas.
  9. Recompensa e penaliza
    Se terminou no dia estimado, celebra. Se terminou antes do dia estimado, chama a atenção. Se terminou depois do dia estimado, dá nas orelhas.
  10. Impõe uma cultura
    Incentiva a sinceridade e o realismo. Todos querem ouvir que é rápido. Mas ninguém quer deixar de cumprir com os seus prazos.
by Jerry Loza @ Tech Republic

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Gmail em laboratório

Boas notícias para quem tem conta no Gmail, e a usa frequentemente através da Web. Em tema de celebração do 5º aniversário do GMail, surge uma nova panóplia de funcionalidades denominada Gmail labs.

A Google tem vindo constantemente a melhorar a interface, trazendo novas funcionalidades, mais ou menos sublimes, e algumas muito importantes e relevantes, às quais se juntam agora novos 'brindes', em fase exprimental. Para quem não tem exprimentado ou reparado:
  • Comportamento à-la-portal: Qualquer widget tipico do iGoogle pode ser agora adicionado à página inicial do Webmail
  • Utilização Offline: Utilizando a ferramente Google Gears, para ver o Webmail sem estar conectado.
  • Pré-visualização de documentos MS Office/OpenOffice, PDF, MP3, etc, directamente no browser. Se houverem links para o youtube (e derivados), fotos do google picasa, etc., há também a possibilidade de o ver no mail, como se de um anexo se tratasse.
  • Anular envio: quantas vezes só nos lembramos de alguma coisa depois de clicar em enviar? O GMail permite que o mail só seja realmente enviado passao 10 segundos, disponibilizando um link 'Anular' quando se envia uma mensagem.
  • Melhorias no GTalk embebido (algumas nem o cliente desktop possui): video-conferência, conversas em grupo, etc.
  • Interface em português europeu
  • Ligação com outras contas: permite não apenas enviar mail em nome de outras contas, como obter o mail de outras contas (para quem usa a desculpa do 'ai toda a gente tem o meu endereço antigo...')
Por alguma razão, passados 5 anos, o GMail continua versão Beta: está sempre em mutação, e é com agrado que é sempre para melhor :-)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Funcionários públicos têm formação gratuita em Software Livre


A ESOP - Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas - anunciou a abertura das inscrições para o curso de Introdução às Tecnologias Open Source, desenvolvido ao abrigo do protocolo assinado com a AMA em 2008.

O curso, que terá lugar na FDTI em Lisboa, é composto por 7 sessões independentes e visa dotar os formandos de uma visão panorâmica das tecnologias disponíveis, com ênfase num conjunto de soluções de especial maturidade e fiabilidade.

As sessões de formação têm como destinatários funcionários e agentes da Administração Pública envolvidos na gestão e optimização de TI.

O acesso é livre, mediante inscrição prévia
que se pode efectuar em: http://www.esop.pt/workshops

O Programa é o seguinte:
14 de Abril de 2009
10:30 Introdução e boas vindas
15:00 Open Source end-to-end

12 de Maio de 2009
10:30 Ubuntu - Linux para seres humanos
11:30 Produtividade com o OpenOffice
15:00 Gestão documental e workflow com Alfresco

16 de Junho de 2009
10:30 Gestão de conteúdos web com o Joomla
15:00 MySQL

14 de Julho de 2009
10:30 Introdução ao Sugar CRM
15:00 Desenvolvimento de portais colaborativos com Java Enterprise e Liferay

15 de Setembro de 2009
10:30 Desenvolvimento de aplicações com Java Enterprise
15:00 Desenvolvimento web com PHP

13 de Outubro de 2009
10:30 Criação de VPNs com OpenVPN
15:00 IPBrick e o conceito Open Source UCoIP

17 de Novembro de 2009
10:30 Consolidação de servidores e virtualização com Xen
15:00 Integração de Ms Exchange com Linux e Windows
18:00 Conclusão e entrega de certificados

As sessões serão animada por elementos de várias empresas associadas da ESOP.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Marketing pessoal

Moxie Marlinspike é um programador jeitoso que está desempregado desde o ano passado.

Provavelmente atrapalhado com alguma dificuldade financeira, Moxie decidiu fazer marketing pessoal: inscreveu-se como conferencista no evento Black Hat DC 2009 e foi dizer ao mundo que o SSL - sistema que toda a gente usa para garantir a segurança do acesso aos websites seguros - afinal não é seguro. E para provar isso a toda a gente, desenvolveu e publicou na net um programa chamado sslstrip que demonstra a sua teoria.

Moxie Marlinspike anuncia-se ao mundo como um anarquista com tendências poéticas que gosta de viajar e fazer vela. E é também um estudioso das questões de segurança informática.

Na página onde publicou a sua "bomba", Moxie sugere que quem faz download do código faça também uma doação em dinheiro, dizendo:
"Se te sentes generoso fica sabendo que eu faço investigação sobre segurança por interesse pessoal e que só muito ocasionalmente publico os meus achados. Se gostas do que publico talvez consideres a hipótese de clickar no botão 'Doar', o que poderá motivar-me a publicar mais vezes (e dissuadir-me de vender coisas à máfia Russa em vez disso)."
Para além do interesse antropológico deste personagem, a mensagem que ele nos transmite é preocupante. A técnica que ele desenvolveu permite, segundo o que ele afirma, realizar ataques "man-in-the-middle" às conexões SSL/HTTPS. E este tipo de conexões é usado, por exemplo, em todos os sistemas de home-banking, e em todos os sistemas de compras electrónicas.

Convém, apesar de tudo, não entrar imediatamente em pânico. Assumindo que é verdade o que ele diz ser capaz de fazer (e, à cautela, convirá assumi-lo até prova em contrário) mesmo assim a capacidade de ataque é limitada, pois implica possuir um sistema comprometido numa das redes envolvidas na comunicação.

Seja como for, é muito provável que Moxie Marlinspike arranje rapidamente emprego. Esperemos que não seja a trabalhar para a máfia Russa.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Seis sugestões para quem procura emprego pela Net

Quem vê telejornais por estes dias pode achar estranho, mas lá na empresa estamos a contratar pessoal. Mistérios da Economia... Por causa disto tenho tido que analisar muitas candidaturas nas últimas semanas. E há algumas coisas que me chocam, pelo que decidi fazer este post.

Se andam à procura de emprego e a enviar CVs para as empresas, vejam isto como um desabafo de quem tem que ler dezenas de emails escritos descuidadamente e à pressa, onde muitas vezes nem se percebe sequer a que é que o candidato se está a candidatar. Como se procurar emprego fosse um hobby pouco importante...

Sugestão nº 1 - Sigam as regras da candidatura à risca

Se o empregador vos pede o CV em PDF mandem-no em PDF. Se vos pede "exclusivamente em PDF" é porque ele leva a questão a sério. Provavelmente é alguém que não gosta de formatos proprietários. E se receber um CV em formato MS-DOC vai ficar especialmente irritado, porque quando escreveu um anúncio a pedir "exclusivamente em PDF" era porque não queria mesmo receber CVs em MS-DOC.

Vocês querem mesmo que a primeira emoção que o empregador sente quando vê a vossa candidatura seja raiva pelo desleixo, preguiça ou o que quer que seja que vos levou a não respeitar as regras? ;-)

Sugestão nº 2 - Gastem tempo na candidatura

Não se limitem a mandar um email vazio com o CV em anexo. Expliquem em duas ou três linhas quem são e porque se estão a candidatar. Sejam claros na mensagem. Usem palavras vossas e não minutas copiadas da net.

Sugestão nº 3 - Se não sabem escrever, aprendam

A culpa dos vossos erros ortográficos e gramaticais pode ser do sistema de ensino. Mas o problema agora é vosso e não dos professores que nesta altura vão a caminho da reforma. Liguem o corrector ortográfico, pelo menos. E leiam bem o que escrevem antes de enviar a candidatura.

Sugestão nº 4 - Saber inglês é bom, mas...

Enviar uma candidatura em inglês é bom, porque mostra uma predisposição para abordar o trabalho numa perspectiva internacional. Mas verifiquem bem o texto. Os erros que lá estejam podem prejudicar mais do que o benefício que o inglês traz.

Sugestão nº 5 - Estudem a empresa

Logo que possam, dêem a entender ao empregador que se interessaram pela empresa e tentaram compreendê-la. Estudem o website e quaisquer referências que encontrem sobre ela. "Amor com amor se paga", o que quer dizer que se se interessarem pelo vosso potencial empregador há mais probabilidade de ele se interessar por vocês.

Sugestão nº 6 - Cuidado com a vossa imagem virtual

Uma candidatura enviada de um email do género "sexygirl1985" pode ser levada a sério? A vossa página do Hi5 está cheia de asneiras? Tenham cuidado com o que põem na net em vosso nome. Não há detergente eficaz para essas manchas.



Enfim. Estas são só as que me vêm agora à cabeça. Recordem-se sempre:
-- "não há segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão".


[adição posterior]


Sugestão nº 7 - Cuidado com a vossa imagem real

As fotos nos CV são uma boa ideia, mas... seja o candidato bonito ou feio, o importante é que ponha uma cara simpática e bem disposta. É que não conheço ninguém que contrate pessoas por ter medo delas. ;-)

Sugestão nº 8 - Para onde vai mandar esse email?

A maior parte das empresas bem organizadas tem um endereço de email específico para receber candidaturas de emprego. Use esse endereço para enviar a sua. Se, em vez disso, a enviar para o endereço geral da empresa na esperança que do outro lado haja um reencaminhamento para o sítio certo, esqueça. Uma competência fundamental de qualquer emprego é saber ler. Se você não é capaz de encontrar o endereço certo no anúncio ou no site, não será certamente um candidato adequado para o emprego.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

4º Meeting do PT Java Users Group em 29 de Janeiro


O Quarto Meeting do PT.JUG - Portuguese Java Users Group - irá decorrer no próximo dia 29 de Janeiro, no Radisson Hotel, em Lisboa, entre as 18:30 e as 21:00.

Este é o quarto evento técnico-social organizado por este grupo profissional que já congrega cerca de 400 pessoas ligadas às tecnologias da Plataforma Java.

A agenda do evento é a seguinte:
  • Boas vindas, pelos Leaders do PT.JUG
  • Maven e companhia - gestão de builds e dependências, por Ruben Badaró
  • Sistemas de Controlo de Versões Distribuídos e Integração com ferramentas Java, por Miguel Duarte
  • Jantar
As inscrições são gratuitas mas limitadas e podem ser feitas online através do site JUG Events.

Este evento é patrocinado pela Truewind.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

[Off-topic] "Novas" tendências de gestão

Afinal as novas tendências de gestão não são de agora. E as suas consequências também já são conhecidas há muito.

Vejam esta carta do Senhor Vauban , Engenheiro Militar e Marechal de França, dirigida ao Senhor Losvois, Ministro da Guerra de Luís XIV, datada de 17 de Julho de 1683.

"Monsenhor:

... Há alguns trabalhos nos últimos anos que não acabaram e não acabarão nunca, e tudo isso, Monsenhor, porque a confusão que causam as frequentes baixas de preços que surgem nas suas obras só servem para atrair como empreiteiros os miseráveis, malandros ou ignorantes e afugentar aqueles que são capazes de conduzir uma empresa.

Digo mais, deste modo eles só atrasam e encarecem as obras consideravelmente porque essas baixas de preços e economias tão procuradas são imaginárias, dado que um empreiteiro que perde, faz o mesmo que um náufrago que se afoga, agarra-se a tudo o que pode; e agarrar-se a tudo, no ofício de empreiteiro, é não pagar aos fornecedores, pagar baixos salários, ter os piores operários, enganar tudo e todos e pedir misericórdia por tudo e por nada.

"... é o suficiente, Monsenhor, para lhe fazer ver a imperfeição dessa conduta: abandone-a; e em nome de Deus, restabeleça a boa fé; adjudique as obras a um empreiteiro que cumpra o seu dever. Será sempre a solução mais barata que podereis encontrar."

Isto não vos faz lembrar uns quantos projectos informáticos conhecidos? ;-)